Quarta-feira, 12 de abril de 2023 - 11h00

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de
Rondônia manteve a condenação de um homem acusado de cometer o crime de estupro
de vulnerável contra duas sobrinhas. Ele respondia a dois processos e, em
ambos, foi condenado a penas de 13 anos e 6 meses de reclusão, somando as penas
de cada ação penal o réu foi condenado a 27 anos de reclusão em regime fechado.
O acusado está provisoriamente preso e permanecerá em virtude da necessidade de
se garantir a ordem pública. Ele era considerado tio das vítimas, pois era
casado com a tia das crianças.
Primeira denúncia
Segundo consta nos autos, o acusado no início
do mês de abril de 2019, abusou sexualmente da sobrinha que tinha apenas 4 anos
de idade. Ele teria introduzido o dedo e pênis na vagina dela.
O crime foi descoberto pois a mãe da vítima
começou a desconfiar quando notou que sua filha estava mais fechada. A criança
passou a reclamar de dor nas partes íntimas e na barriga e não queria que a mãe
desse banho, nem que passasse a mão nas suas partes íntimas.
Então, a mãe começou a conversar com a filha todos os dias, e, certa vez, a menina decidiu contar o que havia acontecido. A criança explicou que o tio havia “mexido” com ela e contou os detalhes do abuso. A mãe então levou a menina para o hospital e o médico confirmou que o fato realmente tinha acontecido. O laudo de exame de práticas libidinosas concluiu que havia vestígios de prática libidinosa e que houve conjunção carnal. A mãe contou que o relacionamento com o acusado era bom, ele vivia em sua casa, brincava com as meninas e nunca desconfiou de nada.
Segunda vítima
Após a notícia de que o tio havia sido preso
por abusar sexualmente da sobrinha, outra mãe, cunhada do acusado, buscou se
informar para saber se sua filha também tinha sido abusada. Ao conversar
com a filha perguntando se havia acontecido alguma coisa, a menina, de 11 anos
de idade, sempre negava. A mãe então brincou de “polícia e bandido” com a filha
e sobrinha, para tentar saber mais detalhes. Em determinado momento, sua filha
começou a chorar e informou que o tio havia feito com ela o mesmo que fez com a
sua prima ( fazendo referência aos abusos sexuais). A menina disse que nunca
falou sobre os abusos pois tinha medo.
Em depoimento especial colhido em juízo, ela
afirmou que seu tio também havia abusado dela. Relatou que quando tinha 5 anos,
sua tia saiu para a casa de uma amiga e o tio grudou no seu braço, levou para o
quarto dele, quando então tirou sua roupa e começou os abusos. O laudo pericial
confirmou que a vítima, de apenas 10 anos à época do exame, possuía hímen
rompido.
Testemunhas ouvidas em juízo afirmaram que
ficaram surpresas e assustadas com o caso pois o acusado era conhecido como um
bom homem, trabalhador e bom esposo.
A defesa do acusado solicitou a absolvição,
porém os desembargadores mativeram a pena de 27 anos de prisão, uma vez que o
as provas no processo, a palavra das vítimas e das testemunhas constituem base
suficiente para a manutenção da condenação do acusado nas penas do crime de
estupro de vulnerável.
Participaram da sessão os desembargadores Osny
Claro de Oliveira Junior (presidente), Valdeci Castellar Citon e Jorge Luiz dos
Santos Leal.
Quinta-feira, 25 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
O Ministério Público Federal (MPF) obteve decisão favorável em ação civil pública que busca assegurar a proteção ambiental de áreas que integrav

O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), obteve sentença con

Atuação do MPF garante regularização das contas do Fundeb em Santa Luzia D’Oeste (RO)
Uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF) resultou na regularização da gestão dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Ed

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública, com pedido de liminar, para obrigar a União a construir Unidades Básicas de S
Quinta-feira, 25 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)