Sábado, 21 de dezembro de 2024 - 09h59

O Ministério Público Federal
(MPF) expediu, nesta quinta-feira (19), uma recomendação ao Grupo Amazon Fort,
ao Grupo Pisa Festival e à Prefeitura de Porto Velho para que adotem medidas
necessárias à salvaguarda do patrimônio histórico nacional em relação ao evento
intitulado Mega Réveillon Madeira Mamoré, no Complexo Turístico da Estrada de
Ferro Madeira Mamoré (EFMM).
Em três dias úteis, os grupos
Amazon Fort e Pisa Festival e a Prefeitura de Porto Velho devem informar o que
foi feito para atendimento da recomendação do MPF. O Iphan e a Defesa Civil
Municipal receberam cópia da recomendação, para conhecimento.
O Iphan
enviou um documento ao MPF, no qual informa que a empresa Amazon Fort e o Pisa
Festival vêm promovendo eventos particulares com instalações provisórias no
complexo turístico, sem a prévia anuência do instituto e em descumprimento
à Portaria nº 420/2010,
que trata de intervenções em bens tombados.
O instituto relata, no documento,
que essa prática de não obter autorização prévia é frequente. Só na sexta-feira
passada (13) o Iphan recebeu o pedido de autorização para o evento do
réveillon, fora do prazo mínimo para análise técnica pelo instituto. O prazo
mínimo é de 45 dias para análise referente à infraestrutura (palcos, caixas
acústicas, iluminação, efeitos visuais etc.) e dimensão da participação do
público.
O objetivo da avaliação é
prevenir danos ao patrimônio histórico e cultural e à vida das pessoas, devido
ao risco de tumulto, incêndio, demolição, depredação ou falta de segurança.
Segundo informou o Iphan, além de ser protocolado fora do prazo, o pedido de
autorização não tinha documentos necessários.
A divulgação do evento demonstra
a instalação provisória de palcos para atender mais de três mil pessoas, com
estruturas dispostas no Galpão 3 e nas proximidades da Oficina do Complexo.
Segundo o Iphan, essa área não está aberta à visitação e há riscos ao acervo
histórico sem isolamento e proteção.
A dimensão do evento – três
palcos e área de camarote no Galpão 3 –, conforme divulgado nas redes sociais,
indica a necessidade de estruturas elétricas potentes, com risco de sobrecarga
e incêndio.
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