Terça-feira, 23 de junho de 2026 - 07h15

O maior
perigo dos períodos eleitorais é o presidente misturar candidatura com assuntos
de governo. O presidente norte-americano Donald Trump sempre faz isso, o que
vai lhe assegurar um péssimo lugar na história. É uma pena que o presidente Lula
da Silva se deixou enrolar e recaiu na mesma prática ao declarar que quer manter
com Trump uma “guerra” de “narrativa”.
Possivelmente
o candidato Lula conseguirá alguma vantagem eleitoral, aumentando suas chances
de obter mais um mandato, mas o presidente Lula, enquanto chefe de governo e de
Estado, presta um desserviço ao país desviando o Brasil de sua tradicional
neutralidade e aceitando uma guerra, ainda que de “narrativa”, com os EUA. O Brasil
sempre foi explorado e submetido às vontades dos interesses americanos e só
conseguiu reduzir essa humilhação com a ação diplomática de fazer o país amigo
de todos e inimigo de ninguém, evitando as tais “narrativas”.
Mesmo
que seu principal adversário, Flávio Bolsonaro, faça pior, lambendo as botas de
Trump e prometendo um Brasil submisso aos interesses dos EUA, essa “guerra” é
desastrosa. Representa uma rendição aos maus costumes. Como a campanha
eleitoral ainda nem começou, mas os candidatos não fazem outra coisa, a única
chance de desfazer esse climão é não confundir os candidatos com o país. O
presidente não é o país e os candidatos não têm o direito de prejudicá-lo com
palavras e ações.
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Haja encrenca
Pelo
menos sete estados já pediram o reforço das forças armadas para as eleições de
outubro. Na medida em que surjam outras polarizações, novos pedidos poderão
surgir. Existem estados onde tradicionalmente as forças políticas ficam bem
acirradas. Na região Norte apenas Rondônia não pediu a providência. O Acre, o
Amazonas, Amapá, Roraima já recorreram aos reforços, assim como o estado
vizinho, o Mato Grosso e o Rio de Janeiro onde as campanhas esquentam com a participação
das facções criminosas dominando currais eleitorais, elegendo deputados estaduais
e federais a cada eleição.
Palmeiral
O
garimpo do Palmeiral, à beira do Rio Madeira, atualmente é um dos xodós dos
garimpeiros de Porto Velho que seguem poluindo as águas daquela região com o
mercúrio. Lembra os antigos garimpos, entre Porto Velho e Guajará Mirim,
reinando também o tráfico de drogas, prostituição e grande movimento de
passageiros através de corridas de taxis e caminhonetes. O contrabando do ouro
ilegal só tem aumentado. Mesmo com muito dinheiro circulando nas currutelas, as
prostitutas e travecos que fazem o bate e volta reclamam de calotes, de
apanharem dos clientes quando reclamam. É coisa de louco!
Uma assombração
Uma
assombração deve estar atormentando desde já o atual prefeito Leo Moraes
(Podemos) para seu projeto de reeleição ainda mais agora com seu contingenciamento
orçamentário para colocar as contas em dia. Trata-se do ex-prefeito Hildon
Chaves. Caso o ex-tucano ganhe a eleição no estado para o CPA, Leo terá um
adversário nos corredores do Palácio Rio Madeira, caso Hildão perda Leo terá um
predador feroz, logo em seguida. Ocorre que mesmo que o ex-prefeito perda o
pleito estadual, ele vai ganhar dos adversários na capital com um pé nas
costas. A diferença em cima dos demais concorrentes já é enorme.
Exorcizar o fantasma
Por
conseguinte, é necessário o alcaide Leo Moraes exorcizar esta aparição
fantasmagórica para 2028. Isto é possível fazer com Hildon perdendo a eleição
em Porto Velho, o que neste momento não é nada fácil. A capital está fechando
mesmo com o ex-tucano, é o candidato com base local, eleito e reeleito. Também
Moraes pode recorrer a mandinga dos baianos ou fazer como antigamente fazia o
raposão Odacir Soares que convocava bruxos de Codó (MA) para suas campanhas.
Já, se Hildão for malsucedido no pleito na capital (ufa!), as cartas ficarão
favoráveis para o projeto de reeleição do atual mandatário do Prédio do
Relógio.
Pesquisas presidenciais
As
pesquisas presidenciais vão mantendo a polarização política nociva para o País.
Nenhum concorrente do presidente Lula e do senador Flavio Bolsonaro está
ganhando asas para entrar com mais chances na disputa presidencial. Tanto os
ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu
Zema (Novo) não conseguem se aproximar dos líderes da corrida presidencial.
Também Aécio Neves, lançado recentemente, não comparece as pesquisas com
chances de mudar esta situação de polarização. Será possível surgir alguma
outra candidatura competitiva e que una a classe política?
Sem saneamento
Algumas
emendas parlamentares não estão cobrindo o custo de saneamento na pavimentação
das ruas na capital rondoniense. As reclamações são procedentes de moradores do
bairro Porto Cristo e proximidades onde estão sendo implantados os benefícios.
Se de um lado comemoram a regularização dos imóveis, através da inciativa do
prefeito Leo Moraes –o bairro é fruto de invasão há mais de vinte anos – de
outro estão chiando com relação ao vereador Gedeão que tinha assumido
compromisso da implantação de uma pavimentação dotada de infraestrutura.
Via Direta
*** Entre tapas e beijos com o presidente
estadunidense, o polêmico Donald Tramp, o mandatário brasileiro Luís Inácio
Lula da Silva, vai tocando sua campanha a reeleição se aproveitando dos equívocos
da direita que chegou a pedir imposições de tarifas para o Brasil *** No escândalo do
Banco Master, petistas, bolsonaristas e centristas se juntaram num abraço dos
afogados *** Os governadoraveis de Rondônia
se preparam para as convenções partidárias para a homologação dos candidatos.
Passada a Copa do Mundo e as convenções, aí então as eleições pegam fogo –
junto com as queimadas do calorento vero amazônico.
Terça-feira, 23 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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