Segunda-feira, 22 de junho de 2026 - 07h20

Segundo
um dos mais famosos (e sábios) ditados populares, “macaco velho não mete a mão
em cumbuca”. A cumbuca é uma cuia aberta na qual podem se esconder animais
venenosos, daí o cuidado do macaco experiente com ela devido a experiências
incômodas anteriores. Mas também existe o macaco-velho, que transita por idades
jovens e pode cair na tentação de verificar o que há dentro da cumbuca. Ele
próprio é uma espécie de cumbuca, pois domina arte da camuflagem e pode levar
outros animais a confundi-lo com presas fáceis.
O
macaco-velho, com hífen, é um exemplo magnífico da diversidade incomparável da
fauna amazônica. Provavelmente muitos que se orgulham de conhecer bem a
floresta jamais tiveram conhecimento de como é e o que faz o macaco-velho fora
do ditado popular, porque ele é discreto, move-se lentamente, prefere o alto
das árvores e pouco anda no solo.
A
exemplo do macaco-velho, aparentemente invisível para muitos que não conseguem
percebê-lo na floresta, embora não seja raro, há seres que hoje ainda parecem
inexistentes, mas serão identificados com o desenvolvimento da tecnologia e a
intensificação das pesquisas de campo. Muito que parecia invisível já começa a
ser desvelado por diversos equipamentos e programas, dentre os quais se destaca
o Lidar (Light Detection and Ranging), um sensor remoto para detectar e
medir luminosidade.
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Grandes naufrágios
Mais
de quatro décadas depois dos dois grandes naufrágios ocorridos na região amazônica,
nas tragédias ocorridas com os navios “Novo Amapá” e “Sobral Santos 2” –ambos
com quase 400 vítimas cada – a navegação na região Norte segue com alguns
problemas, como da superlotação de passageiros e de cargas, de escalpelamentos
nas pequenas embarcações, mais recentemente com a explosão de casos de piratas
rapinando cargas e a eterna falta de fiscalização nas embarcações. Estados como
os do Amazonas, do Pará, do Amapá e de Rondônia dependem muito dos rios como
meios de transportes; O menos dependente é Rondônia que conta com uma malha
viária de estradas consolidada.
As zebras 2026
Que
teremos as chamadas zebras nas eleições 2026 em Rondônia, não tenho dúvidas.
Nos 46 anos de coluna política, iniciados no Estadão do Norte, ao final de
1980, testemunhei muitas ao Senado e ao governo de Rondônia. Estou farto de
verificar grandes viradas, desde as primeiras eleições estaduais a partir de
1982. Chapas consideradas vencedoras no papel, tubularam gloriosamente desde o
primeiro pleito para o Palácio Presidente Vargas, sede então do governo
estadual. E depois seguiram tantas outras reviravoltas surpreendentes nos
embates eleitorais rondonienses.
A reviravolta
Em 1986, na primeira disputa ao governo
estadual, o PDS lançou o senador mais votado, em 82 o raposão Odacir Soares
(PVH) e o deputado estadual mais votado, com grandes prestigio pela
Constituinte, e de vice o primeiro presidente
da Assembleia Legislativa José Bianco (Ji-Paraná), na apuração das urnas, deu
Jeronimo Santana (PVH) e Orestes Muniz (Ji-Paraná) de vice. A chapa do PDS
ainda contava com o prestigio do ex-governador Jorge Teixeira, mas os ventos na
política estavam mudando com a Aliança Democrática, com a eleição de Tancredo Neves
ao Planalto. Numa rotatividade de forças políticas em Rondônia, os filhotes
políticos de Teixeirão voltariam ao poder em 90, com a eleição do governador
Oswaldo Piana e seu vice Assis Canuto.
Apoio do funcionalismo
Numa
pesquisa de campo, o ex-governador Daniel Pereira aparece como um dos políticos
mais identificados com o funcionalismo público rondoniense. Pereirinha que foi
vice do então governador Confúcio Moura e que assumiu o cargo quando ele se desincompatibilizou
para disputar uma cadeira ao Senado, cumpriu o mandato tampão e posteriormente
não disputou mais cargos eletivos. Começou sua carreira política em Cerejeiras,
com respaldo nos municípios do Cone Sul rondoniense e pelo que tudo indica
pendurou as chuteiras nas pelejas eleitorais.
As contradições
Como
sempre temos enormes contradições nas pesquisas eleitorais buscando auscultar o
momento dos candidatos ao Palácio Rio Madeira, sede do governo de Rondônia.
Amplamente divulgada, uma enquete dá conta da rejeição de até 80 por cento ao
governo Marcos Rocha no estado. Mas numa outra sondagem é apontado o candidato
chapa branca, o nome ungido pelo governador Marcos Rocha, com quase 30 por cento
de intenções de votos. E por aí vai e descontadas as falácias se tem como
verdade, Marcos Rogério na liderança geral –mas nem tanto como apregoam as
pesquisas – Adailton Fúria com supremacia na Região do Café e Zona da Mata e do
ex-prefeito Hildon Chaves na capital. Os demais candidatos? Vexames iniciais à
espera de decolagem.
Via Direta
*** Até agora o expoente tucano Aécio
Neves não confirmou a disposição em concorrer a presidência da república,
embora já seja relacionado nas sondagens eleitorais pelo Brasil afora *** Por falar em pesquisas
presidenciais, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) esta entusiasmando a grande
colônia de goianos em Rondônia que atesta bons resultados das suas gestões em
Goiás na segurança pública *** Lá,
Caiado tacava-lhe o pau nos ladrões e traficantes. Muitos tiveram que fugir
para os estados vizinhos estropiados *** Em Rondônia a segurança e a saúde
pública sãos os setores mais contestados.
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