Sexta-feira, 19 de junho de 2026 - 07h15

Considerando
que as condições climáticas da Amazônia já contam com monitoramento por
satélite e todos os meios disponíveis de análise desde 1992 já não se pode mais
ironizar que os cientistas estejam usando o “chutômetro” ao prever danos
irreversíveis para a floresta se não houver contenção no desmatamento, que
permanece elevado.
A
melhor qualidade da ciência – duvidar de tudo em busca de novas certezas – é
também a sua maior adversária, já que os avisos sobre catástrofes futuras,
mesmo vindos de especialistas, são recebidos como a futurologia religiosa, na
qual todas as previsões sobre o fim do mundo já furaram desde que o profeta Emanuel Swedenborg profetizou
o Juízo Final para o ano de 1757.
Cientistas
norte-americanos, chineses e franceses, com base nos dados recolhidos em três
décadas e meia, puderam estabelecer gráficos climáticos anuais e fazer
observações em cima de dados concretos e não de percepções superficiais. Sabem,
por exemplo, que nesse período a Amazônia teve uma grande seca a cada sete anos
e a próxima virá em 2030.
Trabalhando
com dados concretos, os cientistas ganham muito em credibilidade, mas é
intrigante recordar que cientistas, magos e visionários bem antes que o
primeiro satélite começasse a coletar dados já supunham que 2030 seria a data
limite para o apocalipse. Chutaram, mas pelo visto estão quase acertando.
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Abraço dos afogados
De Ciro Nogueira a Jaques Wagner. Congressistas
de todas as espécies e credos acabaram investigados pela Policia Federal em
vista do envolvimento no maior escândalo financeiro das últimas décadas, que é
o do Banco Máster. Não bastasse, proliferam o envolvimento de deputados federais
e senadores em outros casos rumorosos, como da rapínagem no INSS, das
rachadinhas das emendas parlamentares com prefeitos e empreiteiras. O Congresso
Nacional exala podridão. E por isto urge a necessidade de renovação dos quadros
atuais do Senado e da Câmara dos Deputados. Até quando teremos tantos casos
escabrosos?
Berço da colonização
Desmembrado
de Ji-Paraná, localizado a 330 quilômetros de Porto Velho, o município de Ouro
Preto do Oeste, é um dos principais berços da colonização rondoniense. A cidade
comemorou no início da semana mais um aniversário de emancipação política e
administrativa. Mesmo pioneiro nos projetos de colonização, Ouro Preto, com o
passar do tempo enfrentou problemas de despovoamento, com muitos migrantes se
deslocando para novos municípios criados nas décadas seguintes, como Machadinho
do Oeste, Buritis e mais recentemente para a Ponta do Abunã. Temos lideranças
históricas com bases por lá, Assis Canuto que foi vice-governador, o
ex-prefeito Carlos Magno e o atual deputado federal Lucio Mosquini.
Área congestionada
Um
dos segmentos mais congestionados nas disputas para as eleições 2026 é o da
segurança pública, com militares e delegados nas disputas as cadeiras para Assembleia
Legislativa e Câmara dos Deputados. Atualmente, na Câmara Federal, pela bancada
rondoniense, já existem o coronel Chrisostomo (Porto Velho) e o delegado Thiago
Flores (Ariquemes) e agora entra na disputa também o Coronel Vital, que já foi
secretário da segurança pública. Na Assembleia Legislativa, policiais e
delegados protagonizam grandes disputas, alguns buscando se manter nos cargos,
outros funcionando como predadores. Sem contar, que no próprio governo do estado,
temos um coronel, o mandatário Marcos Rocha.
A criminalidade
Com
certeza a enorme violência e os elevados índices de criminalidade levaram o
eleitorado rondoniense optar por delegados, policiais, cabos, sargentos e
coronéis aos cargos eletivos. No entanto, passados quatro anos, não se
constataram melhoras, principalmente em Porto Velho, apinhada de meliantes.
Chama atenção o aumento de pontos de drogas, os avanços das facções criminosas,
mesmo com tantas ações que aprenderam toneladas de drogas pelas rodovias e
pelos rios rondonienses. Não bastasse o PCC e o Comando Vermelho ainda temos os
piratas do Madeira armando escritórios do crime em conjuntos habitacionais
populosos. É coisa de louco!
Eleições 2026
Aberta
a contagem regressiva para as convenções partidárias do mês que vem, temos
alguns candidatos fraquejando e passiveis de serem substituídos pelas alianças.
Estão ameaçados desde o professor universitário Pedro Abib (MDB), o ex-deputado
Expedito Neto (PT), e Samuel Costa (PSB). Todos com índices irrisórios nas primeiras
pesquisas e alvo de alguns punhais da traição. Alguns partidos aliás, tem tradição
de rachar na escolha dos seus candidatos e até com seus convencionais entrando
em pancadaria, como já ocorreram em
confrontos do MDB, dividido em várias correntes.
A confirmação
Ao
participar do Programa a Voz do Povo, na quinta-feira, apresentado pelo
radialista Arimar Sá, na Rádio Caiari, o ex-senador Acir Gurgacz (PDT)
confirmou sua candidatura ao Senado e que já está no trecho, visitando os
municípios e falando das suas propostas para sua volta ao Congresso Nacional. O
pedetista criticou o cochilo da bancada federal na questão do pedágio,
preconizando que agora o fundamental é baixar os valores, enfatizou que
Rondônia precisa entrar no ciclo da industrialização com urgência. Campeão de
audiência no horário, a Voz do Povo tem a tradição de mais de três décadas no
radialismo em rede estadual.
Em ação
Com
a Copa do Mundo andando e atraindo todas as atenções, temos uma redução das atividades
dos candidatos aos cargos eletivos nas eleições de outubro. Mas os marqueteiros
dos candidatos ao governo estadual e ao Senado estão ativando suas próprias
pesquisas para auscultar perante o eleitorado suas principais necessidades. Um
consenso, de Guajará Mirim a Ji-Paraná, de Colorado do Oeste a Ouro Preto do
Oeste, são os problemas relacionados à segurança pública e a saúde, áreas que
foram verdadeiros calcanhar de Aquiles também dos últimos governadores.
Via Direta
*** Num clima tenso em vista da cassação
dos mandatos do governador Antônio Denariun e seu vice que assumiu, Roraima terá
eleições suplementares neste domingo, dia 21 *** Será um mandato tampão dos mais
curtos, para o governador eleito, pouco mais de seis meses*** Em Rondônia, o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves, candidato
a governador pela federação União Brasil/ Partido Progressista eleva o tom contra
a administração do governador Marcos Rocha, também se colocando na oposição ao governo que aí
está *** Caberá como candidato da situação, o ex-prefeito de Cacoal
Adailton Fúria defender as causas e o legado do atual govenador Marcos Rocha.
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