Quarta-feira, 17 de junho de 2026 - 07h30

Sob
descrença e entrechoque de opiniões, desde o fim do século XX já havia quem
supunha a Amazônia sob o risco de virar savana. Atualmente os cientistas já
consideram que esse é o futuro inevitável da floresta. Pode até haver alguma
descrença, mas se há divergência de opiniões é sobre se a savanização virá a
curto, médio ou longo prazo.
Estudo
promovido pelo Instituto de Pesquisa de Impacto Climático de Potsdam e publicado
em maio na revista Nature crava que a savanização virá antes da média do tempo
previsto, ligado por sua vez ao “ponto de não retorno”, ou seja, a quando
medidas conservacionistas que poderiam ser tomadas agora já não conseguiriam
evitar a destruição ou mudança severa nas condições florestais amazônicas. Até
porque se ou quando isso acontecer a situação não afetará só a Amazônia, mas o
mundo.
A
questão central é se ainda há chances de evitar o pior. Sim: “basta” pôr fim ao
desmatamento, recuperar as áreas degradadas e reduzir rapidamente as emissões
de gases de efeito estufa. Como o otimismo anda em baixa, é difícil acreditar
que ainda será possível evitar a transformação para pior. Aliás, poucos
realmente ainda acreditam que isso possa virar uma prática generalizada e
consensual. Não se vê no horizonte o fim do infantil bate-boca de hoje, em que
até o enforcamento é discutido como se fosse uma questão para levar a sério.
.......................................................................................................
A força do PL
Num
encontro estadual programado para Porto Velho na próxima semana, o PL pretende
dar uma demonstração de força do seu candidato a govenador Marcos Rogerio,
reunindo lideranças de todo estado. Rogerio lidera as sondagens eleitorais no
estado, mas é na capital rondoniense, maior colégio eleitoral de Rondônia, seu
calcanhar de Aquiles. A cidade conta com um terço do eleitorado rondoniense e é
em Porto Velho onde se concentra a maior rejeição do postulante bolsonarista,
além da vantagem de um concorrente, o ex-prefeito da capital, Hildon Chaves, da
Federação União Brasil/ Partido Progressista.
Estado bolsonarista
Com
apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, contando com forte respaldo no meio evangélico,
Marcos Rogério leva vantagem em grandes redutos conservadores, como o Vale do
Jamari, polarizado por Ariquemes, a região central cujo principal polo irradiador
de influência é Ji-Paraná e o Cone Sul rondoniense, polarizado pelo município
de Vilhena, o que mais cresceu em Rondônia nos últimos anos. No interior, ele tem
menores índices de aprovação em Cacoal e região do Café, mas lá existe uma
candidatura representativa, que é o ex-prefeito Adailton Fúria (PSD). Com as
melhores cartas na manga, Rogério deve chegar a eleição de outubro na ponteira,
mas sem margem suficiente para ganhar em turno único como almeja.
Em dois turnos
Por
causa da grande vantagem de Hildon Chaves (PSD) na capital e da supremacia de
Adailton Fúria na região do Café e Zona da Mata, se acredita em eleições em
dois turnos em Rondônia. O PT não conta muito, mas leva parte do eleitorado de esquerda.
E o MDB ainda é um mero coadjuvante nesta campanha. Para reverter esta situação
e ganhar em turno único, Rogério não precisa ganhar o pleito na capital, mas
reduzir sobremaneira a diferença conquistada pelo ex-prefeito de Porto Velho Hildon
Chaves e fazer a mesma coisa na região do Café e Zona da Mata, onde vigora a
liderança Adailton Fúria. Fúria, aliás conta com vantagem em pequenos
municípios graças a máquina do governo estadual e a influência do governador
Marcos Rocha.
Campo de batalha
Enquanto
o senador Marcos Rogério, o favorito desta jornada, se espicha em Porto Velho
buscando competir em pé de igualdade com Hildon Chaves, também se vê seu outro
adversário, o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria buscando também aumentar seu
espaço na capital. Conseguindo seu objetivo, Fúria tira do segundo turno o
ex-prefeito tucano. Toda máquina chapa branca já está à disposição de Fúria
para destronar o ex-prefeito tucano. Chaves ainda tem contra si, para pulverizar
sua votação na capital, o fato de existirem mais candidatos com base eleitoral
na capital, casos de Expedito Neto (PT), Pedro Abib (MDB), Samuel Costa (PSB) e
Luís Carlos Teodoro (PSOL).
Que enrascada!
O Ministério
Público eleitoral está pedindo a condenação de uma penca de políticos que se aproveitaram
da Rondônia Rural Show com a distribuição de brindes, promovendo uma antecipação
de campanha eleitoral e mensagens de promoção pessoal. Estão incluídos nos processos
desde candidatos ao governo de Rondônia, postulantes ao Senado, Câmara dos Deputados
e principalmente deputados estaduais, maioria com base no interior do estado.
Como se aproxima a temporada das feiras exposições agropecuárias que os
candidatos se comportem, pois, depois adas convenções partidárias as penalidades
serão mais pesadas.
Via Direta
***
O eleitorado indígena cresceu exponencialmente no estado do Amazonas nos
últimos anos. Esta condição projeta a eleição de mais representantes do
segmento nas câmaras municipais e Assembleia Legislativa na década próxima *** A classe ruralista comemorou a aprovação
no Senado recursos dos créditos rurais o que vai facilitar a vida dos produtores
brasileiros *** O ex-governador Ivo Cassol está apoiando seu aliado, o
ex-deputado federal Luís Claudio para uma cadeira a Câmara Federal. O ex-parlamentar
defende as causas do agronegócio *** Cèlio
Lopes (UP) é uma das jovens lideranças políticas na capital em ascensão. Entra
na peja de uma cadeira a Câmara dos Deputados.
Quarta-feira, 17 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
Tudo se negocia, uma tradição, mais aprovados e pastores na peleja
Tudo se negocia“Soberania”, a palavra da moda, também está associada a um projeto já antigo do senador acreano Sérgio Petecão que propõe abrir o es

Avanço das facções em Rondônia e a tutela do Acre
Quem reinaO novo tarifaço imposto ao Brasil pelos EUA neste início de junho desfez as boas expectativas em torno dos entendimentos entre o empresari

Olhos abertos, controle dos partidos, presença garantida e sujeito a mudanças
Difícil entenderAs preocupações da humanidade na era pré-internet se concentravam nos limites da família e da aldeia. Os problemas estaduais, nacio

Reforçar a soberaniaA palavra “soberania” enche a boca de quem a pronuncia. É um valor tão importante que confere honra a quem a pronuncia, pois de
Quarta-feira, 17 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)