Sexta-feira, 12 de junho de 2026 - 07h50

As
preocupações da humanidade na era pré-internet se concentravam nos limites da família
e da aldeia. Os problemas estaduais, nacionais e mundiais alcançavam apenas uma
pequena elite de diplomatas e políticos. Atualmente, pode-se ter em casa
múltiplos problemas, esmiuçados em detalhes até hipotéticos e em projeções futuras,
ao alcance dos olhos desde as crianças aos avós e qualquer tentativa de
proteger os mais sensíveis de sofrer danos psíquicos frente a tantos e tão
graves problemas será acusada de ditatorial e contrária à liberdade.
Atualmente
as informações chegam a todos, mas um mesmo assunto pode ser abordado de tantas
formas que por vezes não consegue ser compreendido pela maioria da população.
Dois casos bem específicos são a escala 6x1, que a maioria das pessoas ao ser
perguntadas na rua não conseguem explicar o que é ou porque são contra ou a
favor, e o clima.
No
caso do aquecimento global, por exemplo, as pessoas têm dificuldade para
entender porque enquanto causa calor extremo na Amazônia produz inverno
rigoroso em outras regiões. Mais fácil é entender que enquanto causa seca na
floresta sul-americana também derrete o Polo Norte. Também parece fácil
entender que o desmatamento criminoso contribui para a piora do clima
amazônico, mas o clima global tem incidências que o afetariam de qualquer
forma. O fantasma geral é mais assustador que o local.
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No Cone Sul
Acredita-se
que sem o ex-deputado federal Natan Donadon nas paradas e o ex-secretário da
Agricultura Evandro Padovani, o caminho está aberto para os municípios do Cone
Sul rondoniense, região polarizada por Vilhena, emplacar um outro deputado
federal novamente. A região já contou com grandes deputados federais, sejam
Reditário Cassol, o ex-prefeito Arnaldo Martins e por último Natan Donadon, com
um grande trabalho na região. Sem a divisão de votos com Natan e Padovani, o
nome do atual deputado estadual Ezequiel Neiva ganha campo para galgar uma cadeira
a Câmara Federal nesta temporada.
Olhos abertos
Dois
governadoraveis de Rondônia não estão seguros para serem aprovados nas
convenções do mês que vem que vão homologar as candidaturas dos postulantes ao
Palácio Rio Madeira. Trata-se do ex-deputado federal Expedito Neto, ex-PSD que
não tem nenhuma identidade com os petistas e padece com alguma rejeição na
legenda, mostrando alguma imaturidade nas primeiras semanas de campanha e o
professor universitário Pedro Abib, nome projetado pelo MDB. Neste partido, em
Rondônia, nem Ulysses Guimaraes estaria garantido, já que tem as bases
rachadas, com parte da legenda querendo aliança com algum candidato de
ponteira.
Controle dos partidos
O
maior problema de Expedito Neto (PT), que se diz criador de Adailton Fúria, e
Pedro Abib (MDB), ambos longe de iniciar o processo de decolagem é que eles não
têm o controle das suas legendas, ou seja, da maioria dos convencionais a favor
para serem homologados em julho. Expedito Neto foi um excelente deputado
federal, mais voltado a direita, e é rejeitado por antigas lideranças petistas.
Abib ainda um desconhecido do grande público divide o MDB, fatiado entre raupistas
e confucionistas, além de adesistas favoráveis a um acordo com algum outro candidato
com mais chances de vitória.
Presença garantida
A
bem da verdade, o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) não tem o controle
da legenda, mas como está bem alinhado ao presidente estadual da legenda, o governador
Marcos Rocha, contará com presença mais do que garantida na homologação, mesmo
porque Rocha pode ter seus defeitos, mas honra o fio do bigode nos compromissos
assumidos. Outro candidato de ponteira, o ex-prefeito Hildon Chaves, da
federação União Brasil, Partido Progressista, também não desfruta da hegemonia
dos convencionais da sua aliança, mas como todo clã que lidera a federação
depende dele para eleger seus postulantes ao Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia
Legislativa, também não terá dificuldades.
Sujeito a mudanças
Tem
mais um governadoravel sujeito a ser abatido nas convenções partidárias de julho.
Trata-se do vermelhinho Samuel Costa que concorre pelo PSB. Ocorre que nas
disputas que participou nos últimos anos foi mal nas urnas. Parte da legenda defende
alianças e o apoio do presidente regional Vinicius Miguel, a sua postulação ao Palácio
Rio Madeira não é tão confiável assim, já que ele com sua carinha angelical ganhou
o partido do veterano Mauro Nazif e do seu mano, tomando as redes do partido
para si. Então, que Samuca que fique de olhos abertos.
Debates começando
Mesmo antes das
convenções partidárias os debates entre os candidatos ao governo de Rondônia já
estão acontecendo. Teremos grandes duelos, pois o senador Marcos Rogério (PL) tem
a língua afiada e nos confrontos que teve com o atual governador Marcos Rocha
sapateou em cima do adversário. O ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves, da
federação União Progressista. também é bom de gogó e é ardiloso nos embates.
Vejo mais fragilidade em Adailton Fúria (PSD) e Expedito Neto (PT). Já, que Samuel
Costa (PSB) e Luís Carlos Teodoro (PSOL) virão quente e fervendo para cima dos
favoritos e eles tem qualidades para bons confrontos.
Via Direta
*** Se discute nos bastidores se o governador
Marcos Rocha (PSD) conseguirá transferir votos para seu pupilo, o candidato
chapa-branca Adailton Fúria *** Na história política de Rondônia poucos
governadores conseguiram a façanha da transferência de votos para aliados. O
histórico é de derrotas *** Em 1990,
Jeronimo Santana não conseguiu emplacar seu vice Orestes Muniz ao governo
estadual; em 1994 o governador Piana não obteve êxito na eleição de Chiquilito.
Também se ferram projetando a reeleição Raupp não obteve a reeleição em 98, em
2002 Bianco não se reelegeu, Ivo Cassol
não emplacou Joao Cahula*** Mais recentemente Confúcio Moura não elegeu
Maurão de Carvalho.
Sexta-feira, 12 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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