Porto Velho (RO) quarta-feira, 24 de junho de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Justiça

MPRO obtém condenação de agentes públicos e empresários ligados a fraude milionária contra o Estado por crimes de sonegação fiscal, corrupção e falsidades em sistemas da SEFIN


MPRO obtém condenação de agentes públicos e empresários ligados a fraude milionária contra o Estado por crimes de sonegação fiscal, corrupção e falsidades em sistemas da SEFIN - Gente de Opinião

Após denúncia apresentada pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes Contra a Ordem Tributária (GAESF), a 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) condenou três servidores públicos e três empresários acusados por delitos de falsidade ideológica, corrupção passiva e ativa, sonegação fiscal e inserção de dados falsos no sistemas da Secretaria de Finanças do Estado (SEFIN).

Os fatos foram revelados a partir de uma apuração interna da SEFIN, que tomou as providências administrativas necessárias e encaminhou o caso à Corregedoria do Estado e ao Ministério Público de Rondônia. A denúncia do MPRO foi apresentada em 19/06/2019 e a sentença publicada em 18/07/2023 confirma que há provas de que um empresário, do ramo de transporte rodoviário de cargas, comércio varejista de materiais de construção em geral, pagou propina mensal de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) a auditor fiscal lotado na Gerência de Tributação da SEFIN entre 2010 e 2011, com objetivo de favorecê-lo em pedido de regime especial de diferimento do ICMS.

Além disso, a sentença apontou que outros dois auditores fiscais realizaram em 2010, 2011 e 2012 cadastros falsos em sistemas informatizados da SEFIN, com objetivo de atestar ilegalmente a regularidade de duas empresas “de pasta” e em nome de “laranjas”. As duas empresas não existiam fisicamente e as falsidades foram cometidas para favorecer as pessoas jurídicas que postulavam, sem ter direito, a inserção no regime especial de recolhimento do ICMS.

O regime de diferimento de ICMS obtido pelas empresas a partir das citadas falsidades acabou sendo condição indispensável para em seguida viabilizar o cometimento de diversos crimes de sonegações fiscais. Isso porque houve emissão de notas fiscais "frias" por essas empresas “de pasta”, pois emitiram documentos que não correspondiam a uma operação de venda real.

O esquema permitiu que empresas reais, que figuravam como destinatárias das notas fiscais “frias”, pudessem sonegar o imposto ICMS, mediante apropriação indevida do crédito fiscal. Os créditos tributários indevidos foram usados por empresas reais para compensar as próprias dívidas fiscais, o que causou dano ao Estado superior a R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais). Por esse motivo, três empresários ligados às empresas “de pasta” foram condenados.

A sentença concluiu que as condutas desses três servidores são absolutamente incompatíveis com a permanência no serviço público, ambiente no qual poderão incidir novamente na prática desses delitos em prejuízo da Administração. Portanto, além das penas de prisão que variam entre três a sete anos de reclusão, houve a condenação pela perda dos cargos públicos.

Gente de OpiniãoQuarta-feira, 24 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Junho Ambiental: MPF aciona Justiça para garantir saúde e saneamento na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau em Rondônia

Junho Ambiental: MPF aciona Justiça para garantir saúde e saneamento na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau em Rondônia

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública, com pedido de liminar, para obrigar a União a construir Unidades Básicas de S

MPRO e Forças de Segurança deflagram Operação Audácia X em quatro estados da Federação

MPRO e Forças de Segurança deflagram Operação Audácia X em quatro estados da Federação

Nesta terça-feira (23/6), o Ministério Público de Rondônia (MPRO), em conjunto com as forças de segurança pública, deflagrou a Operação Audácia X, f

Junho Ambiental: MPF aciona estado de Rondônia e ANM para que suspendam licenças e títulos de garimpos que utilizem mercúrio

Junho Ambiental: MPF aciona estado de Rondônia e ANM para que suspendam licenças e títulos de garimpos que utilizem mercúrio

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública para impedir que órgãos públicos continuem dando aparência de legalidade ao garimpo de

MPRO defende critérios técnicos e participação popular na revisão do zoneamento de Rondônia

MPRO defende critérios técnicos e participação popular na revisão do zoneamento de Rondônia

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) defendeu, nesta quinta-feira (18/6), que a revisão do Zoneamento Socioeconômico e Ecológico de Rondônia (Z

Gente de Opinião Quarta-feira, 24 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)