Quarta-feira, 1 de julho de 2026 - 07h50

O México,
juntamente com a França e a Argentina, foram os três únicos países que
conseguiram a liderança de seu grupo com 100% de aproveitamento. E, apesar de
entre as três ser a que teve menor saldo positivo de gols, teve a seu favor que
também a única que não sofreu gols. Assim, pelo que fez e pela lógica, era
favorita para ganhar seu jogo no mata-mata contra o Equador. O que não se
contava é que fosse entrar avassaladora no primeiro tempo. Com o estádio Azteca
lotado, os mexicanos incentivando seu time, pilhados, nas arquibancadas, os
jogadores exerceram uma pressão enorme logo nos seis primeiros minutos do jogo.
A intensidade foi persistente, malvada até quando, aos 21 minutos o gol saiu. O
Equador tentou subir a marcação na saída de bola e com um desarme a bola ficou com
Alvarado que enfiando um belo passe em profundidade para Quiñones, no homem a
homem, entrar na área e acertar uma bomba para estufar a rede de Galindez, que
nada pode fazer. Depois do gol, o Equador até equilibrou o jogo, acertou mais
passes no meio de campo e conseguiu alguns escanteios. Foi uma subida de
produção que parecia levar os sul-americanos ao empate, mas o México sempre
continuou perigoso e num erro de Ordóñez, entregando a bola para Jiménez, que
tabelou com Quiñones e recebeu de volta livre para
acertar um chute indefensável, no ângulo, fazendo 2x0 para os mexicanos, aos 30
minutos. Só aos 38 o Equador, realmente, ameaçou quando Yeboah foi lançado na
direita, partiu para cima da marcação, deu três dribles desconcertantes na
defesa e bateu da entrada da área. A bola parecia que ia entrar quando o
goleiro Tala Rangel, apesar de ter a visão encoberta, se esticou todo para espalmar e evitar o gol
do Equador. E o primeiro tempo foi embora sem modificações. A grande diferença
foi esta: o México dominou e deu dois chutes no gol que entraram. O único que o
Equador deu, no primeiro tempo, o goleiro pego. E seria difícil, quase
impossível, depois o Equador fazer dois gols no México. No segundo tempo os
equatorianos tiveram mais posse de bola, se esforçaram muito mais. O problema é
que ofensivamente não conseguiam criar efetividade. E foi o México quem quase
fez, aos 21 minutos, com uma bola cruzada que Montes subiu sozinho e cabeceou
para Galindez salvar. Só aos 29 minutos quando Caicedo lançou uma bola na
direção de Kevin Rodriguez, que dominou no peito, cara a cara com Rangel, mas
errou na finalização na melhor chance do Equador no segundo tempo. Nos 44
minutos foi o México que andou mais perto do terceiro gol num contra-ataque em que
Santi Giménez correu livre com a bola e esperou a ultrapassagem de Pineda fez o
passe, mas errou e desperdiça a chance de matar a partida. Pineda, aos 46, teve
nova oportunidade com a bola passando raspando a trave. Mesmo com o arbitro
dando mais seis minutos a única coisa que aconteceu foi um cartão vermelho para
Hincapié, por tapar a boca com as mãos ao bater boca com jogador do México. O
árbitro aplicou a Lei Vini Jr., instaurada pela Fifa para evitar ofensas
racistas, xenofóbicas e homofóbicas. E o México se classificou bem, apesar de
um segundo tempo horroroso. Alvarado e Quiñones fizeram a diferença, porém a
festa mesmo foi da torcida. Do começo ao fim.
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