Terça-feira, 30 de junho de 2026 - 20h48

O
favoritismo da França contra a Suécia era flagrante. O desempenho francês tem
sido, nesta Copa de 2026, o mais regular entre todas as seleções. Com uma
campanha muito sólida no primeiro jogo fez 3x1 no Senegal. Depois fez 3x0 no
Iraque e 4x1 na Noruega ficando em primeiro lugar no seu grupo com 100% de
aproveitamento. Foi, sem favor nenhum, o melhor desempenho entre os grupos,
pois desempenho igual somente tiveram Argentina e México, porém com um saldo de
gols menor. E, no campo, que é onde interessa, os franceses entraram com uma
enorme disposição tanto que logo nos primeiros minutos, tiveram mais posse de
bola e buscaram o ataque. Aos 15 minutos, Digne chutou de fora da área e o
goleiro defendeu bem. Depois Mbappé tentou com uma bola rasteira de fora da área.
Outra defesa de Zetterstrom. Com 19, Mbappé fez o gol, mas impedido, anularam.
Com vontade o artilheiro francês mandou uma bola na trave e Olise, depois,
pegou de voleio e mandou outra na trave. O primeiro tempo parecia que iria
premiar a defesa sueca. Só parecia. Aos 44 minutos, na cobrança de um escanteio
de Dembélé em que Olise recebeu a bola de volta e tocou para Mbappé, este,
dentro da área, cortou dois marcadores, batendo do outro lado do gol para abrir
o placar. A persistência francesa foi premiada. Na etapa final nada foi muito
diferente com a França voltando a pressionar sem descanso. Depois de um chute
de Tchouaméni, aos 4 minutos, logo aos sete, Olise lançou com precisão para
Barcola, na área, fazer o segundo gol. Foi somente o carimbo de liquidação na
medida em que a Suécia não apresentava sinais de que pudesse fazer qualquer
coisa para modificar a predominância dos comandados de Didier Deschamps. O jogo
ficou fácil. Koundé e Olise tiveram boas oportunidades, que goleiro Zetterstrom
impediu. Porém não teve como parar a gana de Mbappé, que apareceu pelo lado
esquerdo dentro da grande área, para receber um belo passe de Olise e bater sem
apelação para o gol: 3x0. Doué, que
havia entrado no segundo tempo, também teve sua oportunidade e desperdiçou de
frente para o gol. A França sobrou neste
jogo. Mostrou consistência, volume de jogo, disposição e criatividade nas
jogadas. Como na Bolsa de Valores, no entanto, desempenho do passado não
garante o futuro e levaram mais de 40 minutos para enfiar um gol na Suécia. É
preciso ver o que farão nas oitavas de final da competição quando irão
enfrentar o Paraguai. É verdade que os franceses possuem mais jogadores
habilidosos que os alemães e que os EUA meteram 4 gols no Paraguai. Mas, a
historicidade paraguaia não autoriza se esperar que, mesmo os franceses jogando
bem como estão, consigam fazer os três gols que fizeram até agora, no mínimo,
por partida, embora, ao meu ver, sejam francos favoritos novamente. E, pelo
andar da carruagem, estejam autorizados a sonhar com o título. Que são fortes
candidatos são e até mesmo favoritos, mas, continuo afirmando o que se comprova
em campo: favoritismo não ganha jogo.
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