Terça-feira, 30 de junho de 2026 - 14h30

Sempre
tive o sentimento de que Marrocos é um adversário difícil e a sensação de que é
um time de chegada. Por isto, apesar de considerar que, no mínimo, ele estaria
entre os oito primeiros, quando se anunciava os Países Baixos contra Marrocos,
pensando no Brasil, colocava os holandeses como ganhadores, mas sempre com um
pé atrás. Sabia que seria uma parada dura. E o jogo começou como era esperado:
muita marcação e disputa física. E a Holanda começou mais ameaçadora numa
jogada aos 16 minutos, porém, quando, aos 20 minutos, quase Marrocos foi quem
abriu o placar com goleiro Bart Verbruggen fazendo uma grande defesa. Pouco
depois, o lateral Achraf Hakimi encheu o pé e Verbruggen teve que fazer outra
grande intervenção. Só na marca dos 43 minutos Micky van Den Vem, de fora da
área, obrigou Bono a se esticar todo para defender. No fim quase que Saibari
toca na bola para marcar. Não deu e terminou o primeiro tempo sem gols. Na
volta foram novamente os marroquinos que voltaram a assustar. Aos sete minutos,
lançado do lado direito no vazio da defesa, Hakimi bateu tirando do goleiro e a
bola caprichosa bateu na trave. Os pupilos de Mohamed Ouahbi passaram a posse
de bola e maior controle, enquanto a Holanda apostava nos contra-ataques. O
lance mais perigoso aconteceu aos 16 minutos com uma nova defesa de Verbruggen.
Aos 72 ,minutos, numa subida de Summerville, que passou pela marcação e rolou a
bola para Cody Gakpo que marcou colocando seu time em vantagem: Holanda 1x0
Marrocos. O jogo avançou sem grandes mudanças e, nos acréscimos, quando tudo
parecia indicar que o jogo estava liquidado, hemsdine Talbi fez um cruzamento
perfeito da esquerda, que passou sobre Virgil e foi encontrar o zagueiro Issa Diop para
cabecear de modo inapelável: 1x1. Veio a prorrogação e, aos 6 minutos, o
centroavante Soufiane Rahimi pegou a bola de frente para o goleiro Verbruggen,
bateu no canto e, pela primeira vez, o Sobrenatural de Almeida apareceu no
jogo, pois, milagrosamente, o guarda-metas espalmou e a bola, com tudo para
entrar, realizou um milagre para salvar
a Holanda. Saiu pelo lado, de maneira impressionante. A rigor, por mais esforço
que fizessem, predominou o cansaço e a precaução, principalmente com Marrocos
tocando a bola para manter o domínio do jogo. As cobranças de pênaltis
começaram com El Aynaoui e o ponta Justin Kluivert acertando a trave. Depois de
uma série de três acertos, o meio-campista Quentin Timber bateu para fora e a
disputa continuou empatada em 2 a 2. Hakimi carimbou a trave, mas Sumerville
parou na defesa do Bono. Por fim, Saibari converteu sua tentativa e classificou
os marroquinos às oitavas. É preciso assinalar que um dos gols teve o
Sobrenatural de Almeida contra os holandeses, de vez que Verbruggen, que tanto
fez, defendeu uma bola que ele, sem querer, empurrou para dentro. Impossível
culpá-lo quando dois dos cobradores de falta conseguiram fazer o mais difícil:
não fazer o gol com Bono completamente batido. A estrela de Marrocos brilhou
nesta partida e, agora, avançam para encarar o Canadá.
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