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Silvio Persivo

Casa cheia na festa mexicana


Casa cheia na festa mexicana - Gente de Opinião

Como tem sido comum no primeiro jogo de copa do mundo o futebol de México e África do Sul não foi lá essas coisas, embora tenha sido uma grande festa para os torcedores que foram para o estádio Azteca. O dono da casa ganhou sem grandes problemas, sem susto nenhum e não precisou nem de sorte nem de esforço para ganhar, o que também não permite que se tenha uma visão do que poderá fazer nesta copa. Não há dúvida que foi uma partida disputada, até acirrada mesmo, com umas faltas claramente desnecessárias. A África do Sul, porém é uma equipe muito frágil defensivamente e, ao que parece, para reforçar sua defesa abriu mão de ser mais ofensiva. A questão é que a sua defesa é muito fraca. E mesmo sem uma pressão tão forte por parte do México entregou a rapadura bem cedo. Com a bola dominada pelo goleiro William este entregou para Sithole que perdeu a bola e Quiñones não perdoou, com um chute forte, aos oito minutos, fez o primeiro gol da copa. O jogo prosseguiu depois sem grandes novidades com o México sendo mais efetivo e dominando as ações sem, contudo, ser muito eficiente. O primeiro tempo terminou com um único chute a gol dos africanos do sul, o que demonstra o domínio mexicano. O segundo tempo não foi muito diferente: um domínio claro mexicano e erros seguidos do time africano. E, logo aos  4 minutos, a expulsão bem feita do Sithole, que fez uma falta próxima da área em Gutiérrez, facilitou tudo ainda mais.  E a forma do jogo indicava ser uma questão de tempo para ser liquidado. E, aos 21 minutos, realmente, isto aconteceu com Raúl Jiménez aproveitando de cabeça um lançamento de Alvarado. Daí para a frente não houve mais muita coisa. A África do Sul ficou com dez jogadores depois de Zwane fazer falta em Alvarado.  Com dois jogadores a menos o restava era impedir o terceiro que o time mexicano buscou até os minutos finais da partida. Nos acréscimos o zagueiro Montes, do México, recebeu cartão vermelho por impedir uma chance de gol da equipe da África do Sul. E foi só: 2x0 ficou de bom tamanho. O juiz brasileiro Wilton Pereira Sampaio fez um bom trabalho. Tranquilo, seguro, fez o que devia fazer com discrição e expulsou quem devia expulsar. Teve uma atuação ativa, é verdade, sem, no entanto, influir no resultado, que, aliás, se deve mais à própria África do Sul. Quiñones foi o nome do jogo. Pelo gol e pela atuação.

(*) Um Estranho no Ninho (https://spersivo.blogspot.com/). 

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