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Tuberculose tem cura, mas Agevisa reforça que o tratamento não deve ser interrompido


Coordenadora Estadual do Controle da Tuberculose, Nilda Barros, explica que campanha do Ministério da Saúde destaca tratamento completo para que pessoa seja curada - Gente de Opinião
Coordenadora Estadual do Controle da Tuberculose, Nilda Barros, explica que campanha do Ministério da Saúde destaca tratamento completo para que pessoa seja curada

Começa nesta segunda-feira (21) e irá até o dia 25 (sexta-feira) a Semana Estadual de Mobilização e Sensibilização do Combate à Tuberculose. A Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) pediu por ofício a participação de secretários municipais com o mote ministerial: “Respire aliviado, tuberculose tem cura”. “Precisamos que todos promovam ações e façam atividades alusivas”, ressaltou o diretor geral do órgão, Gilvander Gregório de Lima.

Causada pelo Bacilo de Kock, que ataca principalmente os pulmões, a doença pode ocorrer em outras partes do corpo: ossos, rins e pleura (membrana que envolve os pulmões). No entanto, se o tratamento for feito até o final, a pessoa poderá livrar-se dela.

Rondônia tem incidência de 30% a 32% de casos, informou a coordenadora estadual de controle de tuberculose, Nilda Barros. Ela aponta a mais recente estatística do Sistema Nacional de Agravos do Ministério da Saúde, com diagnósticos de cada município.

O Brasil tem mais de 70 mil novos casos por ano. Tratada adequadamente e por um período mínimo de seis meses, a tuberculose tem cura. O tratamento não deve ser abandonado, mesmo com o desaparecimento dos sintomas.

“Estamos ainda em primeiro lugar entre estados brasileiros com maior incidência de abandono, razão porque esse chamamento atende ao gargalo da nossa situação”, lamentou a coordenadora Nilda Barros.

Iniciado o tratamento, a transmissão da doença vai diminuindo gradativamente, ela esclareceu.

Das 8h30 às 9h30, a Agevisa fará um pit stop na Avenida Farqhuar na próxima quinta-feira (24), o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. Porto Velho teve 426 casos em 2018, 475 em 2019, 383 em 2020, 426 em 2021, e 14 em 2022, totalizando 1.724 até o momento. Em 2º lugar vem Ji-Paraná, que teve nesse período, respectivamente, 43, 47, 36, 26 e 7 este ano. Em 3º, Ariquemes, com 33, 30, 24, 44 e 3, somando 159. Em 4º, Guajará-Mirim, 25, 16, 13, 20 e 1, somando 75. Em 5º, Cacoal, com 14, 16, 17, 19 e 2, totalizando 68. Em todo o Estado, computa-se 2762 casos entre 2018 e 2022.

Há municípios que não tiveram nenhum caso em 2018, mas já registram ocorrências em 2022: Colorado do Oeste e Nova Brasilândia d’Oeste tiveram 6; São Miguel do Guaporé, 5; Vale do Paraíso, 4; Castanheiras, 3; Alvorada do Oeste, Parecis, Pimenteiras do Oeste Rio Crespo e Corumbiara, 2;  Cabixi, Governador Jorge Teixeira e Mirante da Serra, 1.

 

COMO PEGA E O QUE EVITAR

► A tuberculose é transmitida de pessoa a pessoa.

► Ao espirrar, tossir ou falar, o doente com TB nos pulmões espalha no ar os bacilos que podem ser aspirados por outras pessoas.

► Geralmente, após 15 dias de tratamento a pessoa já não transmite mais a doença.

► Quem tem tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro, acompanhada ou não de febre no fim do dia, suor noturnos, falta de apetite, perda de peso, cansaço ou dor no peito e nas costas, pode ser tuberculose.

► Compartilhar talheres, copos, toalhas ou banheiro não transmite a TB. Beijos e abraços também não.

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