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Saúde

Envelhecimento saudável: como a alimentação amazônica pode ajudar na saúde dos ossos

Hábitos equilibrados ao longo da vida tornam o envelhecer mais leve, aponta especialista


Envelhecimento saudável: como a alimentação amazônica pode ajudar na saúde dos ossos - Gente de Opinião

Rondônia ocupa hoje o 2º lugar no ranking da região Norte em envelhecimento populacional, segundo o último Censo do IBGE. O estado já conta com 36,84 pessoas com 65 anos ou mais para cada 100 crianças de zero a 14 anos, índice que coloca o município de São Felipe d’Oeste como destaque, com a maior proporção de idosos frente a jovens no estado (70,52). Esse cenário reforça a importância de discutir estratégias de saúde voltadas à longevidade.

Especialistas apontam que a combinação de hábitos saudáveis com o consumo de alimentos regionais pode ser decisiva para preservar a saúde dos ossos e garantir mais qualidade de vida. Para a coordenadora do curso de Nutrição da Estácio UNIJIPA, Jéssica Brasil, cuidar da alimentação não deve ser uma preocupação apenas da terceira idade. “Uma vida inteira de hábitos equilibrados, que incluem alimentação saudável e rotina ativa, torna o processo de envelhecer muito mais leve. Nutrientes como cálcio, fósforo, vitamina D, proteínas e gorduras saudáveis são fundamentais para manter a saúde óssea e evitar doenças como a osteoporose”, explica.

A nutricionista destaca que a própria alimentação amazônica oferece uma variedade de opções riquíssimas para essa prevenção. “O açaí, o buriti, a castanha-do-pará, o cupuaçu e os peixes regionais como o tambaqui, a matrinxã e o pirarucu são excelentes fontes de nutrientes que fortalecem os ossos, músculos e articulações. Até mesmo as PANCs, as chamadas Plantas Alimentícias Não Convencionais, como a taioba e a ora-pro-nóbis, são valiosas e muitas vezes subestimadas”, reforça.

Além da dieta, manter o corpo ativo é essencial para frear a perda natural de massa óssea e muscular, que costuma se acentuar a partir dos 50 anos, especialmente em mulheres após a menopausa. A coordenadora do curso de Fisioterapia da Estácio UNIJIPA, Giselle Helena Gonçalves, explica que o movimento diário é um aliado poderoso da longevidade. “Atividades simples como caminhar, dançar, subir escadas ou até cuidar das plantas ajudam a estimular a formação da massa óssea e fortalecem a musculatura. Esse conjunto reduz o risco de quedas, melhora o equilíbrio e contribui para a autonomia do idoso”, aponta.

A integração entre alimentação e exercício, segundo a especialista, potencializa os resultados. “Durante a prática física, o corpo exige nutrientes para regenerar tecidos e fortalecer ossos e músculos. Quando associamos uma dieta equilibrada, rica em proteínas, cálcio, vitamina D e antioxidantes, os ganhos são mais rápidos e duradouros, refletindo diretamente na qualidade de vida do paciente”, afirma Giselle.

O recado das especialistas é claro: envelhecer com saúde depende de escolhas feitas ao longo da vida. No contexto amazônico, onde a diversidade alimentar é um patrimônio cultural, saber valorizar os alimentos da região e manter um estilo de vida ativo pode ser o caminho mais eficaz para garantir ossos fortes, autonomia e bem-estar na melhor idade.

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