Sábado, 27 de junho de 2026 - 12h10

O
Sindicato dos Auditores Fiscais de Tributos Estaduais do Estado de Rondônia –
SINDAFISCO, juntamente com o Sindicato dos Analistas Tributários e Auxiliares
de Serviços Fiscais da Receita Estadual do Estado de Rondônia – SINAFISCO, vêm
REPUDIAR a iniciativa do Governo Estadual de diminuir os recursos do FUNDAT
(Fundo de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Administração Tributária).
Criado
pela Lei Complementar nº 855/2015, o FUNDAT representa uma importante fonte de
recursos para modernização da estrutura da Administração Tributária Estadual,
tanto para manutenção de serviços de TI da SEFIN/RO e da estrutura física de
equipamentos e unidades de fiscalização e de Atendimento da Coordenadoria da
Receita Estadual, quanto para o custeio de capacitação e melhorias das
condições de trabalho dos servidores da Carreira TAF.
Por meio
do Projeto de Lei Complementar 201/2026, encaminhado pelo Governo de Rondônia à
Assembleia Legislativa, pretende-se reduzir de 50% para 10% o percentual das
multas arrecadadas em decorrência de ação fiscal destinado ao Fundo, sob o
argumento improcedente de que os 40% retirados seriam destinados aos
municípios.
Ocorre
que a receita de multas fiscais NÃO compõem a base de cálculo do Fundo de
Participação dos Municípios, são recursos repassados 100% para a Conta Única do
Estado, e a retirada de parte significativa do FUNDAT compromete seriamente a
continuidade dos serviços de TI, bem como as obras que estão no planejamento
estratégico da SEFIN, a exemplo dos Postos Fiscais vinculados à 1ª DRRE, todos
sucateados e oferecendo condições insalubres aos Auditores Fiscais e Analistas
Tributários que integram as equipes de plantão.
Para se
ter uma ideia, o Posto Fiscal do IATA, distrito de Guajará-Mirim, encontra-se
em estado precário com plantonistas se revezando entre os plantões fiscais, o
expediente na Agência de Rendas de Guajará-Mirim e nos Correios daquela
localidade. Além deste, várias Agências de Rendas do interior do Estado estão
em péssimas condições de conservação e funcionamento.
Some-se a
isso o defasado quadro de pessoal, comprometendo o crescimento contínuo da
arrecadação e a regularidade no andamento dos trabalhos. A pergunta que fica:
como acreditar que o órgão será capaz de realizar o concurso previsto no
Planejamento Estratégico, reformar as Unidades da CRE que necessitam de reforma
urgente, manter serviços essenciais de TI, manter os acordos e benefícios a
serem pagos na folha da SEFIN, bem como as capacitações prometidas, reduzindo
recursos do FUNDAT?
Os
Sindicatos que subscrevem a presente nota alertam que se a medida não for
revista, as categorias do fisco demonstram disposição para reagir a essa
tentativa inaceitável, podendo até mesmo paralisar as atividades em protesto,
para que o Governo de Rondônia respeite o fisco e seus servidores, pois exercem
atividade essencial ao funcionamento do Estado e não merecem um tratamento tão
desleal como o Projeto de Lei 201/2026.
Sábado, 27 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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