Sexta-feira, 26 de junho de 2026 - 11h25

Com o objetivo de
garantir direitos e cidadania a pacientes diagnosticados com transtornos
mentais, o governo de Rondônia iniciou em junho processos de
desinstitucionalização e desospitalização de usuários do Sistema Único de Saúde
(SUS) em situação de extrema vulnerabilidade que antes estavam internados no
Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro ou em casa de custódia no estado.
Cerca
de 9 pacientes que estavam acolhidos provisoriamente no serviço de acolhimento
Frei Damião (serviço da assistência social) e no Hospital de Base Dr. Ary
Pinheiro, agora ganharam um novo lar e podem vivenciar um ambiente humanizado e
transformador. Esse modelo garante moradia, reinserção social e acompanhamento
para egressos de longos períodos de internação.
Segundo
psicóloga e coordenadora Estadual de Saúde Mental, Patrícia Nienow, essa medida
é um passo muito importante para o desenvolvimento do cuidado em saúde mental
em Rondônia para as pessoas em situação de extrema vulnerabilidade e abandono
afetivo. “Mais do que uma mudança de espaço físico, essa transição simboliza
uma mudança de paradigma: de uma lógica de exclusão para uma lógica de
inclusão. É o reconhecimento de que pessoas com transtornos mentais têm direito
a viver em sociedade, com suporte adequado, mas também com liberdade e
dignidade”, explicou.

Para
o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a iniciativa amplia o acesso a um
atendimento mais humanizado e fortalece a política estadual de saúde mental. “A
desinstitucionalização representa um avanço na garantia de direitos das pessoas
com transtornos mentais, oferecendo um cuidado que valoriza a dignidade, a
convivência em comunidade e o acompanhamento. O objetivo é proporcionar
condições para que esses pacientes tenham mais qualidade de vida e inclusão
social”, pontuou.
DESINSTITUCIONALIZAÇÃO
A
desinstitucionalização psiquiátrica é um processo de reforma social e de saúde
que substitui as internações em hospitais psiquiátricos de longa permanência
por cuidados em liberdade e reinserção social. Ela não se resume a apenas dar
alta hospitalar, mas propõe uma mudança de paradigma, garantindo cidadania,
autonomia e convivência familiar e comunitária.
De
acordo com o titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Edilton
Oliveira, a desinstitucionalização é a garantia de que cada pessoa tenha acesso
a tratamento humanizado e oportunidades de reconstruir sua vida. “Esse modelo
permite que os pacientes recebam acompanhamento multiprofissional em um
ambiente acolhedor, favorecendo a autonomia, a reinserção social e a
continuidade do tratamento”, ressaltou.
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