Terça-feira, 30 de junho de 2015 - 13h58
O Dr. Orlando Ramires, Presidente da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron), afrontou, nesta manhã, os deputados que participaram da Audiência Pública realizada na tarde de ontem, 29, posto que eles decidiram que as cobranças dos insumos para a preparação do sangue para transfusão, que estavam sendo feitas aos hospitais e clínicas, deveriam ser suspensas.
A decisão tomada na referida audiência embasou-se em uma série de fatores que foram elencados pelos proprietários dos hospitais/clínicas, pelos deputados presentes e pelo representante do Conselho Federal de Medicina (CFM).
O médico Viriato Moura discursou com veemência elencado todas a irregularidades da cobrança ao tempo que apresentava vários documentos que as comprovavam. Em dado momento, mostrou uma contranotificação extrajadicial onde o Dr. Orlando ameaça não fornecer sangue a quem não pagar. “Um absurdo inominável!”, disse o representante dos Sindicato dos Hospitais.
Todos foram unânimes em discordar da referida cobranças pelos vícios nelas contidos. Segundo o Dr. Hiran Gallo, um dos diretores do CFM, a tabela utilizada pela Fhemeron é ilegal. Disse ainda o líder classista que essa cobrança vai penalizar a população, que em última instância terá de arcar com seus custos. Essa cobrança vai afastar doadores, que já se manifestaram em massa nas redes sociais.
Os deputados Dr. Neidson, proponente da Audiência, destacou uma série de impropriedades nelas contidas. O que foi reiterado pelos deputados Só na Bença, Alex Redano, Adelino Follador, e pelo vereador Amalec da Costa, de Ariquemes. Alguns chegaram a dizer que poderia ser legal, mas que cobrar os tais insumos do sangue, este que era doado como um ato de solidariedade humana, era imoral.
Ao término da Audiência, foi decido que os deputados se reuniriam na tarde de hoje para encaminhar ao governador Confúcio Moura um documento com assinatura de todos solicitando a imediata suspensão das cobranças face ao impasse que provocaram e os erros nelas contidos, inclusive o fato de seus valores decorrerem de uma tabela ilegal, conforme disse o representante do CFM.
Mesmo dizendo concordar com o procedimento, o Dr. Orlando, em desobediência ao que fora decidido naquela casa de leis, enviou, na manhã de hoje, mais boletos aos hospitais. Alguns proprietários ouvidos pela reportagem se diziam indignados com a atitude do presidente da fundação, que é, segundo eles, refratário ao diálogo e age de modo autoritário. “Ele quer esse dinheiro a qualquer custo. E já sabemos até para quê: quer distribui-lo sob forma de gratificações aos diretores da Fhemeron”, disse um deles.
Providências enérgicas precisam ser tomadas para coibir as atitudes do presidente da Fhemeron, que nem sequer respeita uma decisão tomada pelo Poder Legislativo.
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