Terça-feira, 4 de agosto de 2015 - 13h22
A Prefeitura de Porto Velho organiza um grande mutirão com objetivo de limpar o distrito de São Carlos, comunidade ribeirinha que foi duramente afetada pela enchente histórica do Rio Madeira em 2014. O trabalho envolve a Secretaria Municipal de Serviços Básicos (Semusb), Departamento de Apoio ao Interior (DAI) e a administração da localidade.
Conforme o administrador de São Carlos, Ednardo Medeiros, a enchente deixou grande quantidade de sedimentos (barro), que cobriu as ruas e deixou casas literalmente enterradas na lama. Além disso, o rio arrastou troncos de árvores e vários outros entulhos que serão retirados durante o mutirão.
Desde julho do ano passado a prefeitura tem atuado na limpeza do distrito utilizando uma retroescavadeira e um trator de pequeno porte, mas essas duas máquinas não são suficientes para realizar todo serviço. “Conseguimos desobstruir as calçadas (ruas), mas não tivemos condições de retirar os entulhos que estão acumulados nas laterais”, explica Medeiros.
Esta semana, conforme já havia sido planejado, caso houvesse necessidade, o distrito recebe o reforço de mais cinco tratores e cinco caminhões caçambas a serem utilizados durante o mutirão. A ação foi determinada pelo prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif, que já acionou a Semusb para que execute os trabalhos a partir da próxima quarta-feira (5). As máquinas e uma equipe de 30 garis ficarão em São Carlos até que tudo seja limpo. “Depois da enchente, essa é a maior ação que vai ocorrer em São Carlos. O objetivo é garantir a limpeza de toda vila, que tem 1.500 metros de frente por 250 metros de fundo, onde atualmente moram 400 famílias, afirma o administrador. Ele acrescenta que antes da cheia, 530 famílias moravam no local, sendo que muitas estão retornando de outros lugares nas imediações.
Medeiros informa que parte das famílias que deixaram São Carlos para escapar da grande enchente se abrigaram precariamente na localidade denominada Cavalcante, do outro lado do rio (margem direita), que fica há dez quilômetros do distrito, sentido estado do Amazonas. Havia dez anos que a área não era habitada e não possui nenhuma infraestrutura. “Agradeço ao Dr.Mauro e a todos os secretários pelo apoio”, disse Ednardo Medeiros.
Fonte: Augusto José
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