Quinta-feira, 14 de setembro de 2017 - 10h18

247 – O ex-procurador Marcelo Miller, que era o braço direito de Rodrigo Janot, foi acusado de corrupção passiva pela Polícia Federal.
"A Polícia Federal atribui crime de corrupção passiva ao ex-procurador da República Marcelo Miller em troca de garantir ao grupo J&F, controlador da JBS, ‘as melhores condições possíveis’ no acordo de delação premiada fechado com a Procuradoria-Geral da República e também assessorar os irmãos Joesley e Wesley Batista na condução do procedimento de leniência com os Estados Unidos. Miller atuou durante três anos no gabinete do procurador-geral da República Rodrigo Janot e, nessa condição, teria intercedido em favor da JBS", aponta reportagem do Estado de S. Paulo.
Em nota, ele rebateu a acusação:
1) Repudia veementemente as insinuações e ilações feitas com base no conteúdo das gravações e mensagens divulgadas na imprensa. A defesa está esclarecendo o sentido e o contexto a todas as referências ao nome de Miller.
2) Reitera ainda que jamais fez jogo duplo e que não tinha contato com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nem se aproveitou de informações sigilosas de que teve conhecimento enquanto procurador. Ele também não atuou na Operação Lava Jato desde outubro de 2016 , na Operação Greenfield ou na Procuradoria da República no DF.
3) Não atuou em investigações ou processos relativos ao Grupo J&F nem buscou dados ou informações nos bancos de dados do Ministério Público Federal.
4) Pediu exoneração em 23/2/2017, tendo essa informação circulado imediatamente no MPF.
5) Não obstruiu investigações de qualquer espécie, nem alegou ou sugeriu poder influenciar qualquer membro do MPF.
6) Tem uma carreira de quase 20 anos de total retidão e compromisso com o interesse público e as instituições nas quais trabalhou.
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