Sábado, 4 de julho de 2015 - 05h18
A deputada Mariana Carvalho (PSDB) destacou que a audiência pública da CPI - Comissão Parlamentar de Inquérito – da Câmara dos Deputados que investiga as causas, razões, consequências, custos sociais e econômicos da violência, morte e desaparecimentos de jovens negros e pobres no Brasil está colhendo dados para estabelecer metas e até mesmo, através do relatório, viabilizar propostas para retirar os jovens de área de risco e dar a eles cidadania e um futuro promissor.
Segundo ela, a audiência da na próxima segunda – feira, 6, a partir das 14hs no Plenário da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, também estão sendo realizadas em outros estados e a experiência é positiva porque tem colocado em evidência um maior número de casos de violência contra o segmento nos últimos anos.
Além de Mariana Carvalho, que é vice – presidente do colegiado, o evento contará com os demais integrantes da comissão. Por ser a parlamentar de Rondônia na CPI, presidida pelo deputado Reginaldo Lopes (PT- MG), a deputada está mobilizando autoridades, entidades representativas e movimentos sociais rondonienses ligados à temática.
O Movimento Negro de Porto Velho criou um grupo de trabalho para participar da mobilização coordenada pela tucana que justifica a importância da participação da sociedade nessa causa.
“Embora a audiência seja destinada para ouvir vítimas da violência e autoridades ligadas a questão, é necessário que a sociedade acompanhe os trabalhos”, argumentou.
Para a psicóloga Elsie Shockness que é militante do Movimento Negro e está participando da mobilização social em torno da audiência pública, o evento chega num momento oportuno.
“Nas décadas de 70 e 80 o Movimento Negro em Rondônia era mais atuante do que nos últimos anos. Agora com essa audiência, tivemos um incentivo para continuarmos lutando contra o racismo silencioso que existe na nossa sociedade”, concluiu.
De acordo com dados da Secretaria de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial, o homicídio é a principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, em sua maioria negros e moradores de periferias. Tal realidade, motivou a criação da CPI na Câmara dos Deputados que agora investiga a vulnerabilidade dessa faixa da população.
Fonte: Ascom
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