Quinta-feira, 23 de julho de 2015 - 14h40
Porto Velho- A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga os gastos com shows pela Fundação Cultural do Município de Porto Velho ouviu na manhã desta quinta-feira 23.07 o procurador-geral Mirton Moraes que falou sobre a atuação do órgão na questão envolvendo a tramitação dos três shows realizados pela Fundação e Semas, pagos com dinheiro público.
O procurador disse que a responsabilidade pelos shows é de inteira responsabilidade do secretário Edjales Benício (Semas) e do ex-presidente da Funcultural, Marcos Nobre.
Segundo Mirton Moraes, se houve superfaturamento no preço dos shows, é um problema que não cabe à Procuradoria Geral Municipal discutir, mas sim da Controladoria Geral. “Nossa função foi apenas de apreciar a formalidade processual”, disse ele ao ser questionado pelo relator da CPI, Everaldo Fogaça (PTB). Segundo ele, a contratação se deu por critério subjetivo, por isso houve inelegibilidade de licitação.
O procurador geral disse ainda que os Pareceres têm caráter apenas opinativo, mas o gestor é quem dá a palavra final, ao se referir sobre a denúncia de que a Funcultural fez antecipação de pagamento de parcela do show de Alceu Valença. “Quanto a isso, o próprio Tribunal de Contas nem se pronunciou à respeito pois a Lei faculta esse adiantamento. Se houve não superfaturamento, isso não é da nossa alçada”, reiterou.
Ao fazer uso da palavra, o vereador Eduardo Rodrigues (PV) questionou novamente as irregularidades da adesão da ata de preço utilizada pela Prefeitura de Rio Branco, já que o Município de Porto Velho não possui sua própria Ata de Preços. Mesmo o Município tendo empenhado o pagamento a uma empresa de Rio Branco para as despesas de sonorização, palco, e iluminação, o trabalho acabou sendo feito por empresas de Porto Velho que nunca receberam pelo serviço.
O discurso mais contundente, porém, foi do vereador Edemilson Lemos (PSDB) que não poupou críticas às atitudes administrativas e pessoais do ex-presidente da Funcultural, Marcos Nobre, que pediu exoneração do cargo ontem, alegando motivos pessoais.
“Ele veio aqui responder aos questionamentos da comissão e ironizou todos os vereadores. Ele é até boa pessoa, mas não tem competência para ocupar um cargo como o de presidente de uma Fundação Cultural”, disse.
Edemilson disse mais ainda: para ele, houve um claro direcionamento na contratação desses shows e várias trapalhadas administrativas na tramitação processual dos shows. “Houve uma maquiagem, uma arrumação administrativa.
Ele não seguiu o Parecer da Procuradoria e da Controladoria porque ele sabia que é da administração indireta, e por isso gozava de autonomia financeira e administrativa. Por isso o chamei de irresponsável quando aqui esteve na semana passada e que deveria ter sido demitido por causa disso”, lembrou.
O vereador tucano comentou ainda a saída de Marcos Nobre, da Presidência da Funcultural. “Todos sabemos que ele foi exonerado, e que não houve exoneração por vontade própria dele”, disse.
Segundo Edemilson, o Ministério Público de Contas já detectou excesso de pagamento nos shows, ferindo o princípio da economicidade. “Em outros shows realizados em Rondônia, Alceu Valença recebeu em média R$ 80 mil, mas só aqui em Porto Velho, ele embolsou R$ 295 mil”, concluiu.
DELIBERAÇÕES
Durante o início e o final da reunião da CPI nesta quinta-feira 23.07, a Comissão fez algumas deliberações como, por exemplo, acatar o pedido feito pelo vereador Jair Montes, de dispensa da oitiva (desconvocação) do auditor municipal Eudes Ferreira da Silva e transferir o depoimento de Ricardo “Cacá” Erse, responsável pela empresa RGR, que foi subcontratada pela A. C. Almeida para fazer a produção do show de Alceu Valença.
O vereador Everaldo Fogaça mais uma vez questionou a postura do líder do prefeito na Câmara, vereador Jair Montes (PTC) durante a audiência. “O vereador Jair Montes sempre que toca no meu nome, se retira da audiência e depois fica sem saber o que aconteceu. Perde tempo falando ao telefone com empresários, se esquecendo das oitivas da Comissão”, relatou.
Fonte: Ascom / Câmara
Sexta-feira, 19 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
Alero discute atualização do zoneamento socioeconômico-ecológico
A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) realizou, na quinta-feira (18), audiência pública para debater a atualização do Zoneamento Socioeconômi

Deputada Ieda Chaves destina R$ 145 mil para ampliar atendimento a pacientes com câncer Porto Velho
Desde 2013, a Associação Voluntária de Combate ao Câncer de Porto Velho (AVCC) atua como uma rede de apoio essencial na capital rondoniense, acolhen

A defesa das famílias atípicas e das pessoas com deficiência tem sido uma das principais bandeiras do mandato da deputada federal Cristiane Lopes (P

Deputados estaduais aprovam reforço no orçamento da Agero para fiscalização
Os deputados estaduais aprovaram na última quarta-feira (17), em sessão extraordinária, um projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a abrir cré
Sexta-feira, 19 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)