Segunda-feira, 31 de agosto de 2015 - 16h14
Depois de estrear no sábado (29) no Tapiri, a peça “Saga Beradera”, que conta a história da comunidade ribeirinha de Nazaré após a maior enchente do rio Madeira, ocorrida no ano passado, a Beradera Companhia de Teatro de Porto Velho inicia na próxima quarta-feira (2) uma série de apresentações nas escolas. A primeira contemplada será a Francisco Desmorest, do distrito de Nazaré, com encenações às 10h e às 16h.
“Saga Beradera” foi contemplada com o Prêmio Funarte Myriam Muniz de Teatro 2014, do Ministério da Cultura, e através da parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) a Beradera Companhia irá apresentá-la, no mês de setembro, em quatro escolas da rede estadual de ensino.
O secretário adjunto da Seduc, Márcio Felix, destacou a importância desse tipo de parceria no incentivo à valorização da cultura local. “A escola deve ser muito mais que um ambiente de ensino para a formação curricular. Na escola as crianças e os jovens devem ser orientados e incentivados a conhecer e valorizar a cultura da cidade que nasceram ou vivem. O objetivo de firmar esta parceria é integrar a arte e a educação em prol do conhecimento dos alunos”, afirmou.
O título da obra é uma homenagem a uma música do Grupo Minhas Raízes – maior agitador cultural da localidade e parceiro na realização do trabalho. A canção relata a saga de Manuel Maciel Nunes, primeiro professor de Nazaré e patrono da valorização cultural e identitária da povoação. Seu Maciel, como é chamado na comunidade, foi uma das inspirações do personagem Arigó, assim como o senhor Artêmis – que deu aula para mais de 700 alunos ao longo de 30 anos no distrito – seu Zé Ferreira, é ex-soldado da borracha.
Segundo o autor e diretor da peça, Rodrigo Vrech, as entrevistas realizadas com esses ribeirinhos, seus herdeiros (no caso do finado seu Maciel), e outros foram incluídas no texto da peça e em um curta-documentário, apresentado em uma das cenas.
O conflito se desenvolve quando seu Arigó se recusa a partir com Neto. A história fictícia de “Saga Beradera” também foi inspirada em fatos reais. Durante a enchente, dona Esmeralda, da comunidade de São Sebastião, faleceu às vésperas de seus 93 anos, ao ver sua terra destruída pela cheia. Estava hospedada na cidade, após o alagamento de sua casa, e não resistiu à mudança de ambiente e costume.
CRONOGRAMA DAS APRESENTAÇÕES NA CAPITAL
08/09 – Escola Mariana – às 20h
09/09 – Escola Juscelino Kubitschek – 10h30
09/09 – Escola Daniel Nery – 14h30
10/09 – Escola Petrônio Barcellos – 14h30
Fonte
Texto: Luana Lopes
Fotos: Luana Lopes
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