Quarta-feira, 22 de julho de 2015 - 18h05

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado, que vem agindo com determinação para equacionar os problemas do setor no que tange a sua competência, após reunião com o governador Confúcio Moura onde pediu, em nome de 21 deputados, que os insumos do sangue deixassem de ser cobrados da população, está de olho nas atitudes do presidente da Fundação de Hemoterapia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron), Dr. Orlando
Ramires. Isso porque o referido médico tem se mostrado avesso ao diálogo com o Sindicato do Hospitais, fato que gerou o impasse entre esta instituição classista e a fundação que dirige.
OLHO VIVO
Tanto a comissão como o sindicato, segundo alguns de seus membros, estão atentos ao cumprimento da decisão do governador, que ordenou ao presidente da Fhemeron que cancelasse as cobranças já feitas e que reunisse com os empresários hospitalares para equacionar os pontos que vêm dando problema em relação à sua atitude equivocada. Entretanto, logo na saída da reunião, o presidente da comissão, deputado Dr. Neidson, flagrou Orlando Ramires dizendo ao representante do sindicato patronal, médico Viriato Moura, que não queria mais conversa com os donos de hospitais. O parlamentar, entretanto, reiterou-lhe que deveria sim fazer a reunião ordenada e assim cumprir o que fora acordado.
SINDICATO NOTIFICA FHEMERON
Segundo apurou este site, o presidente da Fhemeron, no dia seguinte ao encontro, enviou uma ofício ao Sindicato dos Hospitais informando sobre o cancelamento da cobrança, porém não marcou o dia para a reunião determinada pelo governador. Diante disso, o advogado da entidade, José Cristiano, notificou Orlando Ramires a promover o encontro antes do reinício da cobrança, condição indispensável para que seja acatada. Ele, entretanto, nesta segunda-feira 20, encaminhou um documento ao Sindessero informando a nova data do reinício da cobrança sem marcar a reunião acordada. O advogado no sindicato afirmou que contestará essa posição da Fhemeron visto que o problema não se restringe aos valores cobrados, mas também o modo como isso aconteceu, além de ajustes de cláusulas contratuais que se fazem necessários.
COMISSÃO NÃO DARÁ TRÉGUA
A Comissão de Saúde da ALE formada pelos deputados Dr. Neidson, Alex Redano e Só na Bença está determinada a levar a questão até que as partes cheguem a uma conclusão que preserve a população de cobranças abusivas. A despeito da insistência do presidente da comissão, o governador insiste em fazer a cobrança (a suspensão foi temporária). O deputado lembrou a Confúcio que a lei, que existe desde 2002 (nenhum outro governador de Rondônia a acatou), citada pela Fhemeron para agir dessa forma, apenas “permite”, mas não obriga a cobrança.
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