Quinta-feira, 6 de agosto de 2015 - 18h17
Desde o último dia 27 de julho que Porto velho está em Estado de Emergência Ambiental, decretado pelo Ministério do Meio Ambiente em conjunto com a prefeitura. A medida foi necessária porque a situação das queimadas urbanas e florestais na capital de Rondônia está fugindo do controle. O número de denúncias sobre queimadas que chegam à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) praticamente dobrou em relação a 2014. No ano passado, a Sema registrou 160 denúncias no primeiro semestre. Neste ano, até julho, a secretaria recebeu 304 denúncias.
As informações foram passadas pelo secretário Edjales Benício, da Sema, no lançamento de mais uma campanha educativa iniciada nesta quarta-feira, 05, com a realização de um pit stop no cruzamento da avenida Jorge Teixeira com a Carlos Gomes. “Tivemos que intensificar o trabalho de educação ambiental, focando a campanha nas queimadas urbanas, porque a tendência, pelo que se observa, é que a situação fique igual ou pior que dois mil e dez que foi um ano muito crítico com relação a essa questão das queimadas”, adiantou o secretário.
Denúncias
Números da Secretaria Municipal de Meio Ambiente mostram que em 2014 o primeiro semestre fechou com 160 denúncias de queimadas urbanas. Neste ano, até julho, foram registradas 304 denúncias, praticamente o dobro do ano passado. Com relação aos incêndios florestais, o secretário da Sema afirma que a situação também não é diferente. Porto Velho já lidera os locais com maior incidência de focos de calor, segundo os dados do Ministério do Meio Ambiente, do Ibama e da Sedam.
Para reverter esse quadro, a prefeitura trabalha em três frentes. A Primeira é a intensificação da fiscalização ambiental, que passa a ser de segunda a domingo, das 8h às 20h. A segunda, é a intensificação do trabalho de educação ambiental que envolve ainda a Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (Semtran), a Secretaria Municipal de Educação (Semed), o Batalhão Ambiental da Polícia Militar e usina de Jirau que forneceu o material gráfico e as camisas da campanha. “A terceira frente é a possibilidade da contratação de, pelo menos, trinta brigadistas para ajudar o Corpo de Bambeiros no combate aos incêndios. A intenção é que eles sejam contratados em agosto e setembro, período que são registrados os maiores índices de queimadas urbanas, por causa das condições climáticas”, informou.
Campanha
De acordo com o calendário da Sema, os pit stop ocorrerão todas as quartas-feiras em locais diferentes da cidade. A da próxima semana, deverá ocorrer na zona leste. Além dos pit stop, a campanha terá ainda material de apoio como fólderes, cartazes e peças publicitárias alertando a população para o problema.
O chefe da Divisão de Educação Ambiental da Sema, Estênio Rodrigues Mota, lembrou que na maioria das vezes as queimadas iniciam com um ato que a primeira vista não apresenta perigo nenhum, que é a queimada do lixo acumulado no quintal das casas. “Isso já é cultural na cidade, mas é um ato que gera muitas consequências como, por exemplo, o aumento dos casos de doenças respiratórios principalmente em crianças e idosos. E queimar lixo no quintal é crime ambiental passível de punição. Por isso pedidos que as pessoas evitam esse problema destinando o lixo ao um local adequado em vez de queimá-lo”, alertou.
Estado de Emergência
O Estado de Emergência é uma situação crítica ou acontecimento perigoso e fortuito, que pode ocorrer em diferentes níveis de importância. Em diversos contextos, as emergências ambientais podem colocar em risco as vidas humanas, o meio ambiente, a saúde pública, os bens vulneráveis e as atividades sociais e econômicas, sendo que uma resposta rápida a estes eventos indesejados pode ser um fator muito relevante para a redução dos impactos potenciais.
A emergência ambiental decorre de queimadas fora de controle, de um acidente ou a iminência de ocorrência de acidente com danos ambientais oriundas de atividades industriais, minerárias, de transporte de produtos e resíduos perigosos e infraestrutura envolvendo produtos químicos perigosos.
Fonte: Joel Elias
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