Sexta-feira, 13 de março de 2026 - 16h01

Considerada uma unidade de conservação federal de
uso sustentável, localizada entre os municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré,
na região da Pérola do Mamoré, em Rondônia, a Reserva Extrativista de Rio Ouro
Preto (Resex do Rio Ouro Preto) completa 36 anos nesta sexta-feira (13). Criada
pelo Decreto nº 99.166/1990, foi uma das primeiras reservas extrativistas
criadas no Brasil e possui uma área de mais de 204 mil hectares, tendo como
órgão gestor o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
(ICMBio).
O Ministério Público Federal (MPF) monitora frequentemente
se as alterações dos limites da Resex atenderam de fato aos anseios da
comunidade. O órgão também acompanha se há acesso à educação diferenciada, que
atenda às necessidades locais; se os direitos à saúde e à água potável são
sendo respeitados, bem como o acesso à energia elétrica e ao atendimento
médico, entre outros.

Com esse objetivo, uma equipe do MPF realizou uma
visita à Reserva, nos dias 11 e 12 de março, para dialogar com moradores,
lideranças e instituições locais. Durante a visita, foram coletadas demandas da
comunidade referentes a direitos fundamentais, como educação, saúde, transporte
e energia elétrica.
Outros pontos discutidos foram a necessidade de
viabilização de estradas, a proteção territorial, a regularização fundiária e a
observância ao direito à consulta livre, prévia e informada durante e após o
processo de contratação de projetos de crédito de carbono.
O procurador da República Leonardo Caberlon explica
que a reserva foi criada para proteger o modo de vida de populações
tradicionais, como seringueiros e extrativistas. Além disso, a Resex de Ouro
Preto também tem o objetivo de garantir o uso sustentável dos recursos
naturais, como borracha, castanha e outros produtos florestais, além de
conservar a floresta amazônica, permitindo atividades tradicionais de baixo
impacto ambiental.
Nesse sentido, Caberlon destacou a presença do MPF
na Reserva. “Durante a semana de aniversário de criação, nossas equipes foram
ao local para verificar se direitos básicos e conquistados estão sendo
devidamente atendidos”. Segundo ele, o MPF vai atuar para concretizar esses
direitos e vai continuar a acompanhar as pautas para garantir que os direitos
dessa comunidade tradicional sejam respeitados.
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