Quarta-feira, 3 de junho de 2026 - 11h11

De janeiro a maio de 2026, o Tribunal de
Justiça de Rondônia, efetuou o pagamento de 536 milhões, 508 mil e 584 reais em
precatórios, destinados a mais de 1.178 processos de credores. O resultado
decorre da implantação de novas sistemáticas de trabalho e alteração de fluxos
operacionais, estabelecendo uma rotina mais ágil e eficiente com o objetivo de
acelerar os pagamentos. Segundo a Coordenadoria de Precatórios do TJRO, o
número de beneficiários é pelo menos o dobro, posto que para cada um dos 1.178
processos, existe um advogado ( que também recebe seus honorários) e, no
mínimo, uma pessoa a qual ele representa. Há também processos em que pode haver
mais de uma parte recebedora ou mesmo pagamentos em favor de vários herdeiros. E
esse movimento todo é muito positivo para a economia de Rondônia, pois a
maioria das pessoas ou empresas que receberam seus precatórios são residentes
ou sediadas no Estado.
Esses recursos têm origem em processos judiciais nos quais entes estatais
(Estado, municípios e autarquias) foram condenados a pagar indenizações. Esses
valores passam a constar em um precatório, que é uma ordem de pagamento que
obedece à cronologia, ou seja, de acordo com a data em que foram inscritos na
lista. Esse recurso não sai do orçamento do TJRO; a instituição apenas
intermedeia o pagamento do ente estatal para os cidadãos ou empresas, como
garantia constitucional da segurança jurídica para a sociedade e da efetividade
da prestação dos serviços judiciais.
Desde o início da gestão, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador
Alexandre Miguel, determinou que fossem envidados todos os esforços para
pagar o maior número possível de credores. E os frutos já aparecem no
primeiro semestre do ano, pois o valor pago até agora já supera em mais de 130
milhões o que foi registrado ano passado, quando foram pagos cerca de 404
milhões 433 mil reais durante todo o ano. O TJRO ainda busca novas soluções
tecnológicas para dar ainda mais agilidade no processamento dessas demandas,
para que os recursos repassados pelo Estado e Municípios cheguem mais rápido
até as pessoas que aguardam ansiosas pelo recebimento de seus créditos.
Para o desembargador Alexandre, esse esforço faz jus ao tempo que as pessoas
impactadas com os precatórios pagos tiveram que aguardar para receber seus
direitos. Com isso, o TJRO cumpre seu papel constitucional de guarda e
organização dos pagamentos. Quando teve início sua gestão, em 1º de janeiro de
2026, havia, nas contas bancárias, cerca de 622 milhões de reais, recurso que
possibilitou os pagamentos efetuados até o dia 31 de maio deste ano. Muita
atenção e cuidado para conferências e checagens, cálculos e diligência extrema
para que os beneficiários recebessem com a maior brevidade possível.
O precatório existe exatamente para isso: para que, em caso de
responsabilização do Estado, o direito de quem foi prejudicado não afete toda a
coletividade, com uma impensável penhora de bens públicos, como ambulâncias e
viaturas policiais. Como garantia de que o cidadão vai receber o que tem
direito e que foi reconhecido judicialmente, o Estado de Rondônia e os
municípios são obrigados a repassar no mínimo 1% da Receita Corrente Líquida
(RCL) para saldar as dívidas originadas em processos judiciais, conforme a
Emenda Constitucional n. 136/2025, que alterou os índices de repasse.
Atualmente apenas o Município de Guajará-Mirim repassa 1,5% da RCL.
Conforme destaca a juíza auxiliar da presidência do TJRO, Cláudia Mara Faleiros
Fernandes, a lista e a ordem cronológica de pagamento têm acesso aberto ao
público e podem ser consultadas na página do TJRO na internet. A magistrada
também alerta que o Tribunal de Justiça não cobra qualquer taxa ou custas para
liberação dos pagamentos e que, em caso de dúvidas, os cidadãos devem procurar
seus advogados ou o setor de precatórios do TJRO pelo telefone (69) 3309-6630.
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