Segunda-feira, 18 de julho de 2022 - 10h53

O Ministério Público
de Rondônia pedirá a condenação, pela prática de homicídios quadruplamente e
duplamente qualificados, de dupla envolvida na morte da gestante que teve o
bebê retirado da barriga e de seu filho, uma criança de sete anos, em outubro
de 2019, em Porto Velho. O júri está marcado para os dias 15 e 16 de agosto, no
Fórum Geral da Capital.
De acordo com o
Promotor de Justiça que atua no caso, Elias Chaquian Filho, os réus levados a
julgamento são a mulher que figura como mandante do crime, a qual é acusada de
elaborar o plano de retirada do bebê da vítima e as mortes decorrentes do ato,
e um homem, filho da acusada, que atuou como executor dos assassinatos, com a
ajuda de seis menores, dos quais três também são filhos da ré.
Conforme defende o
Ministério Público, a intenção da mulher ao planejar as mortes era apresentar o
bebê recém-nascido a um homem com quem mantinha relacionamento, alegando que a
criança seria fruto do namoro.
Fatos - Segundo a denúncia do
MP, a gestante foi morta a golpes de barra de ferro, em uma cascalheira
localizada na zona Sul da Capital, após ter tido o bebê arrancado da barriga
por um grupo formado pelo segundo réu e seis adolescentes, entre eles, a
própria irmã da vítima, à época com 13 anos.
O filho da gestante,
uma criança de sete anos, que a acompanhava no dia do crime, foi agredido,
tendo sido lançado em uma lagoa próxima ao local. O menino não sabia nadar e
morreu por afogamento. O bebê sobreviveu, tendo sido localizado pela Polícia em
poder de pessoas ligadas à mandante, dias depois.
No julgamento, o MP
argumentará a crueldade e torpeza dos crimes, nos termos da denúncia, pedindo a
condenação dos dois acusados por homicídio quadruplamente qualificado (motivo
torpe, meio cruel, dissimulação e com conexão para a prática de outro crime – o
parto), em relação ao assassinato da gestante.
No que se refere à
morte da criança de sete anos, o Ministério Público buscará a condenação de
ambos por homicídio duplamente qualificado, além dos crimes de corrupção de
menor e ocultação de cadáver, no caso do segundo acusado.
“Buscaremos dar às
famílias das vítimas e à sociedade uma resposta para crimes tão cruéis”, afirma
o Promotor de Justiça.
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