Sexta-feira, 26 de junho de 2026 - 14h04

Na coluna
da semana passada, tratei sobre a dificuldade para agendar uma consulta com um ginecologista
para minha mulher na rede credenciada do Ipam (Instituto de Previdência e
Assistência dos Servidores Públicos do Município de Porto Velho). Em resposta à
minha reclamação recebi uma mensagem pelo WhatsApp da gerência médica do
instituto dizendo que compreendia a situação e, de quebra, convidou-me para
comparecer ao órgão a fim de conversar pessoalmente sobre o assunto.
Registro,
por uma questão de justiça, a atenção dispensada, porém, o que eu gostaria
mesmo era que a atual diretoria do Ipam pegasse a dinheirama da assistência
médica e investisse na expansão dos serviços e melhoria do atendimento
médico-hospitalar. Afinal, é para isso que serve o plano de saúde, ou seja,
garantir acesso à assistência médica de qualidade, direcionada para atender às
necessidades do interesse público. A Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) lista procedimentos mínimos que devem ser obrigatoriamente seguidos pelos
planos de saúde para reduzirem os erros e melhorarem o atendimento à clientela.
Reforço,
porém, que não é justo colocar a responsabilidade pelo caos na assistência
médica do Ipam na conta do prefeito Léo
Moraes. Isso seria uma tremenda injustiça, considerando que ele está no cargo
há dezoito meses, mas, convenhamos, alguém precisa fazer alguma coisa para,
pelo menos, aliviar o fardo nos ombros de filiados e dependentes, que estão
exaustos e já manifestam a sua impaciência diante de tanto descaso. Sempre que
um novo presidente do Ipam assume a retórica é a mesma, como se o ungido
tivesse uma porção mágica, um método diferente, um coelho na cartola, mas nunca
consegue tirá-lo de dentro. No fundo, há muita encenação e pouca ação. Enquanto
isso, o segurado segue a via-crúcis da humilhação sempre que precisa marcar uma
consulta ou realizar um exame de alta complexidade. Até quando?
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