Quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024 - 12h53

A
iminência da COP 30 em Belém do Pará, em 2025, marca uma celebração global da
agenda ambiental, mas também evidencia a urgência de se abordar a falta de
conectividade aérea na Amazônia Legal. Esta conquista histórica não só traz os
olhares do mundo para a região, mas também sublinha a importância crucial de se
discutir a adoção da estratégia unilateral de céus abertos como um impulso para
o desenvolvimento regional.
A escolha
de Belém como anfitriã da COP 30 oferece ao mundo a chance de mergulhar no
coração da Floresta Amazônica, um ecossistema vasto e rico, mas que enfrenta o
isolamento devido à falta de voos. A grandiosidade da Amazônia, com sua
biodiversidade única, ressalta a necessidade premente de superar a carência de
conectividade aérea, uma realidade que impacta diretamente a população local.
O cenário
impõe de maneira proeminente a adoção da estratégia unilateral de céus abertos
na Amazônia Legal, o que representaria a abertura do espaço aéreo para a
atuação de companhias aéreas estrangeiras em concorrência com as nacionais,
possibilitando a promoção da competição e ampliação das opções de voos,
frequências e destinos. Este seria não apenas um passo para resolver o problema
da falta de voos, mas uma ponte para o desenvolvimento sustentável que pode
transformar a realidade da população amazônica. Os céus abertos não só
facilitariam o deslocamento dos participantes da COP 30, mas também abririam
oportunidades para a comunidade, estimulando o turismo, o comércio local e a
criação de empregos.
No
entanto, essa conquista não pode se materializar sem a colaboração ativa entre
a sociedade civil organizada e o poder público. Discussões técnicas, campanhas
educativas, petições e eventos comunitários são essenciais para sensibilizar a
população sobre os benefícios dos céus abertos na Amazônia Legal. O engajamento
direto com representantes governamentais, respaldado por propostas sólidas e
dados concretos, é fundamental para assegurar que a implementação dessa
estratégia seja prioridade.
Devemos
celebrar Belém - que traz consigo a beleza e diversidade da Amazônia - como
sede da COP 30, e aproveitar a oportunidade para se fazer um apelo incisivo
para que os céus abertos se tornem uma realidade na região. Que este evento
global seja o catalisador para uma mudança significativa na conectividade
aérea, proporcionando não apenas uma plataforma para discussões ambientais, mas
também uma ponte para o desenvolvimento sustentável e inclusivo na Amazônia
Legal.
Alessandro Macedo é
Diretor Técnico do SEBRAE em Rondônia.
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