Sábado, 20 de junho de 2026 - 08h05

Não tem gente que já tem essa cara, me diz? De
culpado? De manjado? Pode ser que seja, pode ser que não, mas os traços parecem
estar lá, nos gestos e, claro, no que em geral se revela com o tempo. Também há
as caras angelicais, que no fundo eram só uma máscara.
Falo disso porque ultimamente já nem me surpreendo mais com
tantas revelações que vão surgindo, pior que diariamente, desvendando
falcatruas, expondo roubos, verdadeiros assaltos. Do nosso, do meu, do seu. Aí
acompanhamos as tais caras falando, tentando se mostrar inocentes, se
desculpando – piora muito. Nem coram, mentem com seus argumentos da forma mais
deslavada.
São nomes que frequentam ou já frequentaram vários
noticiários, incluindo o de glamour, celebridades, o de fofocas, o nacional,
político, social e econômico, do poder ou da tentativa incessante de alcançar o
poder, algum poder. Nos últimos dias foi até engraçado pensar que as notícias
pareciam mesmo repetidas. Todos, de lá e de cá, já tinham sido alvos de alguma
investigação, de alguma suspeita, algum malfeito – isso focando apenas o século
atual, para limitar um pouco, embora conhecidos, alguns, também de outros
muitos carnavais. Entre eles também a troca de gracejos e dedos em riste nos
lembra alguns ditos populares, como “o sujo falando do mal lavado”. “o roto
falando do rasgado”, “quem tem teto de vidro não atira pedra no telhado”,
“macaco não olha para o próprio rabo”. Quase um Shakespeare: “eu sou, ele
também, quem sou eu?”
A hipocrisia faz parte da sociedade, ao menos parece, já
que a sua presença se espalha no histórico nacional. Mas agora o que vemos
surgir são a cada dia mais pessoas conhecidas, reincidentes, personalidades,
influencers, políticos, sendo pegos no pulo justamente por trocar atos escusos
por benesses. E mais: as provas dos gracejos podem ser encontradas
tranquilamente, fotos, filmes, que depois passam a ilustrar lindamente os
processos junto com trocas de conversas interessantíssimas encontradas nos
celulares apreendidos nas operações. É diária de hotel (muito) chique pelo mundo,
aquele tchauzinho para a câmera dentro do jatinho, o sorriso e os dedinhos em V
de vitória no camarote de um show, momentos de intimidade e até incríveis
segredos de alcova. As variações aparecem, muitas envolvem a família inteira,
além de em pacotes de notas vivas, vivíssimas, em malas, gavetas, na forma de
bebidas, whiskies, charutos, roupinhas, bolsas, e muitos etceteras. Inovação:
em imóveis maravilhosos. A indústria do luxo se refestela com a corrupção, a
daqui, e a do mundo.
Nós? Nos deliciamos com as descobertas reveladas. Nesse
ágil mundo digital, então, as coisas se espalham. Não precisamos mais nem citar
nomes, não é verdade? Todos já sabem de cor e salteado. Caras de culpado
comprovadas. Não precisa também nem mais daquela revista.
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- MARLI GONÇALVES – Jornalista, cronista, consultora de
comunicação, com passagem por principais veículos do país, editora do Chumbo
Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano, Coleção Cotidiano, Editora Contexto.
(Na Editora e na Amazon). Vive em São Paulo, Capital. [email protected] /
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Sábado, 20 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
Não é de agora. A Copa do Mundo vem se infiltrando há alguns meses. Um verde aqui; um amarelo ali. Umas roupinhas diferentes à venda para não parece

Agora, fora as frutas, bananas, bananinhas e toda sorte de imbecis por aí tentando tornar nossa vida ainda pior, agindo, conspirando, aqui e no exte

Sorria. Você é saqueado à luz do dia
Ah, sorria. Tranquilo. Os assaltos que sofre, até sua morte, tudo será filmado. Quem matou, quem assaltou, faltou dar tchauzinho para a câmera. E só

Chega! Quem esse tal de Rubinho Nunes e sua corja (sim, corja) estão pensando que são para legislarem em nome do retrocesso e se meterem em questões
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