Sábado, 6 de junho de 2026 - 08h04

Agora, fora
as frutas, bananas, bananinhas e toda sorte de imbecis por aí tentando tornar
nossa vida ainda pior, agindo, conspirando, aqui e no exterior. Promessas,
retrocessos, planos e projetos, mentiras e ataques à vida privada.
Bananas para dar e
vender. Cachos. Bananas para serem descascados. Cascas de banana espalhadas na
pista do ano eleitoral. Ok, convenhamos que de alguma forma bananas estão
presentes em todos os partidos e posições políticas, à direita, esquerda e
centro. O negócio não está fácil, mas algumas delas são bem mais nanicas do que
outras.
O mundo já tá caindo
por aqui, e a gente tem de ficar atento e preocupado com o que o cada dia mais
fora de órbita presidente americano faz e desfaz, manda fazer, ordena, onde põe
o olho gordo dele, qual país resolve atazanar. Quando recebe nossos bananas da
terra, traidores que se acham nacionalistas e comemoram(!) os tiros de suas
espingardinhas na economia, soberania e assuntos internos do Brasil, as
informações que manipulam.
Estamos todos
claramente preocupados com segurança, óbvio, cercados por organizações
criminosas, inclusive dos próprios atuais abananados, do alto de suas fortunas
e golpes sistemáticos, e nas ruas comandados por seus gerentes de apelidos
estrambóticos e casas com piscinas e saunas no alto das favelas, que devem
achar o máximo como pagamento, imitando seus chefes invisíveis. Mas considerar
esses comandos como organizações terroristas daí já há uma distância e tanto.
São ladrões. Simples assim. Ladrões de dinheiro público, atuam nas instituições
e formam esse exército miserável desses muitos jovens que nos atacam nas ruas.
E que também morrem nelas, nessa linha de frente, como carne jogada aos leões.
Agora, mais tarifas são
ordenadas contra os produtos nacionais. Querem tomar o tempo, o noticiário,
cindir ainda mais o país a cada mordida que conseguem, para nos trazer
apreensão e se desviarem das denúncias sobre suas reveladas e enormes
patacoadas.
Engraçado, a propósito,
sabem que “Yes, nós temos bananas” essa deliciosa marchinha de 1938, composta
por João de Barro (o Braguinha) e Alberto Ribeiro, nasceu justamente como
reação irônica ao termo pejorativo "república das bananas" e à música
norte-americana "Yes, We have no bananas", dos compositores Frank
Silver e Irving Cohn, de 1923? Já tentavam muito nos marcar à época como uma
nação atrasada e tropical, como parecem ainda nos considerar nos dias de hoje.
O que merecem agora esses
que querem que sejamos, pior, uma “República dos Bananas”? Está na hora de
responder de novo. Descascando. E dando a eles uma “banana” deste tamanho.
Ouça, a provocação, de
1923:
https://youtu.be/6QnyHQ2Qybk?si=DZ52CC3yw55HCS8A
Nossa resposta, em 1938:
https://youtu.be/Ou_N7ajW96I?si=_2F9X4zryVlLKw0E
(Yes, nós temos bananas
Bananas pra dar e
vender
Banana menina tem
vitamina
Banana engorda e faz
crescerVai para a França o café, pois é
Para o Japão o algodão,
pois não
Pro mundo inteiro,
homem ou mulher
Bananas para quem
quiserMate para o Paraguai, não vai
Ouro do bolso da gente
não sai
Somos da crise, se ela
vier
Bananas para quem
quiser)
_________________________
- MARLI GONÇALVES –
Jornalista, cronista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo,
autora de Feminismo no Cotidiano, Coleção Cotidiano, Editora Contexto. (Na
Editora e na Amazon). Vive em São Paulo, Capital. [email protected] /
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