Quarta-feira, 1 de julho de 2026 - 07h20

Duvidar,
questionar e pôr à prova são fundamentais para o avanço da ciência e
consequentemente para o progresso da sociedade humana. A boa aplicação dessas
regras se revela agora na iniciativa de uma equipe internacional de cientistas que
lançou um apelo para mudar a compreensão sobre o que é e como se deve agir para
entender e conquistar o desenvolvimento sustentável.
É
importante conhecer essa iniciativa para não perder o bonde do debate climático
e suas relações com a economia e a sociedade. Parte do princípio de que as atuais
estruturas de sustentabilidade não têm sido adequadas para um mundo que
enfrenta mudanças climáticas aceleradas, perda de biodiversidade e
desigualdades socioeconômicas. A falha está em separar a natureza, a sociedade
e a economia em três blocos, sem compreender que são partes de um mesmo
conjunto com interferências mútuas. Os cientistas sugerem um novo modelo, em
que a natureza seja considerada a base, a economia seja o conjunto de ações que
interferem nela e ambas sirvam aos interesses sociais.
Nesse
caso, supera-se o atual entendimento, segundo o qual a governança humana impõe
regras à economia e esta à natureza, quando deveriam funcionar não só de cima
para baixo, mas também de baixo para cima e como vasos comunicantes visando ao reequilíbrio
do desenvolvimento global dentro de limites, necessidades e correções. A
alternativa é o desequilíbrio.
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É para valer
A
campanha eleitoral 2026 começa para valer a partir de 20 com as convenções
partidárias que vão homologar oficialmente as candidaturas aos cargos eletivos.
O rito segue até 5 de agosto. Em Rondônia os eventos mais aguardados são dos
candidatos de ponteira nas sondagens eleitorais, que são os pré-candidatos,
senador Marcos Rogerio (PL-Ji-Paraná), dos ex-prefeitos Hildon Chaves (Porto
Velho) e Adailton Fúria (Cacoal). Todos eles já com os vices definidos, respectivamente
Delegado Camargo (Ariquemes), Cirone Deiró (Cacoal) e Everton Leoni (Porto
Velho).
As dobradinhas
As
dobradinhas de candidatos ao governo com base eleitoral em Porto Velho tendo
vices de Ji-Paraná seguiram as primeiras eleições no contexto político rondoniense.
Na primeira eleição ao governo do estado com o candidato sendo de Porto Velho,
Jeronimo Santana, com o vice de Ji-Paraná, Orestes Muniz em 1986. Já eleição
seguinte, em 1990, foram eleitos o governador com base eleitoral igualmente em
Porto Velho com Oswaldo Piana Filho, tendo como vice também de Ji-Paraná, Assis
Canuto. Já em 1994, emergia o fenômeno Valdir Raupp (Rolim de Moura) com o vice
de Porto Velho Aparício Carvalho. Ji-Paraná que elegeria governador José Bianco
em 98, com o vice Miguel de Souza da capital e só voltaria a contar com vice
com Airton Gurgacz na chapa do governador eleito Confúcio Moura em 2010.
Poder feminino
Com
as eleições 2026, pela primeira vez Rondônia poderá emplacar uma ou até duas
senadoras. O segmento comparece ao pleito de outubro com duas candidaturas
competitivas, as das deputadas federais Silvia Cristina (PP-Ji-Paraná) e da
ex-deputada federal Mariana Carvalho (União Brasil-Porto Velho). Ambas postulantes
fazendo dobradinhas com o governadoravel Hildon Chaves através da Federação União
Brasil com os Progressistas. A única senadora eleita até agora em Rondônia foi
a petista Fatima Cleide, na primeira onda Lula que tomou conta do estado em décadas
passadas. Neste pleito, Fatima disputa uma cadeira a Assembleia Legislativa.
Pouca mobilização
Sem
grandes mobilizações e com a ausências de lideranças históricas na campanha, casos
de Valdir Raupp, Marinha Raupp, Amir Lando e Tomás Correia, não se vê a candidatura
do professor universitário Pedro Abib (Porto Velho) prosperando nas sondagens
eleitorais. Isto tem gerado especulações, como não seria uma candidatura para
valer e que seu nome está lançado para tentar alguma composição com algum candidato
de ponteira. Se as especulações terão algum fundamento só será possível avaliar
durante as convenções partidárias durante a homologação dos governadoraveis
para o pleito de outubro. Estas especulações não deixam Abib criar asas,
Sem nominatas
Desunido,
com nominatas sofríveis para a disputa das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa
e das oito cadeiras a Câmara dos Deputados, o MDB comparece a campanha 2026 com
alguma estrutura herdada de gestões históricas, como as de Jeronimo Santana,
Valdir Raupp e Confúcio Moura. Mas nesta jornada foi objeto de uma grande
debandada de liderança, perdendo deputados estaduais e federais que migraram
para outras legendas de orientação mais à direita. A legenda vem ainda com
apostas equivocadas nas alianças para outros cargos eletivos.
Via Direta
***O ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria,
o candidato chapa branca ao governo de Rondônia é o único postulante de ponteira
com a composição mais fraca ao Senado. Enquanto Hildon Chaves conta com Silvia
Cristina e Mariana Carvalho, Fúria só tem Luís Fernando, um nome considerado
inexpressivo eleitoralmente ***Já a chapa de Marcos Rogério é puro-sangue bolsonarista
ao governo e ao Senado conta com o deputado federal Fernando Máximo e Bruno
Scheidt. O vice de Rogério é o Delegado Camargo, da extrema direita. *** E temos grande expectativa para as
convenções partidárias que começam no próximo dia 20.
Quarta-feira, 1 de julho de 2026 | Porto Velho (RO)
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