Porto Velho (RO) segunda-feira, 15 de agosto de 2022
×
Gente de Opinião

Amazônias - Gente de Opinião

Amazônias

Pirarucu, ‘’o monstro do rio’’, no Vale do Guaporé


FOTO DE STEPHEN ALVAREZ, NAT GEO IMAGE COLLECTION - Gente de Opinião
FOTO DE STEPHEN ALVAREZ, NAT GEO IMAGE COLLECTION

O maior peixe de água doce do mundo, o Pirarucu, muito apreciado pela culinária da região Norte e agora sendo consumido no  Brasil e no exterior, sendo reproduzido em cativeiro em vários municípios de Rondônia, Acre e Amazonas. São conhecidos os enormes exemplares deste peixe que são

pescados na região do Baixo Madeira, principalmente no complexo do Lago do Cunhã e adjacências. Quando estão nos lagos, rios e Igarapés, vão

consumindo toda a fauna aquática que existe, não escapa nada, filhotes de boto, peixes em geral, quelônios e quando não tem mais nada, eles se

alimentam de capim. Quando adultos, chegam a medir até mais de 2 metros, segundo uns pescadores do Lago do Cunhã, já foram capturados exemplares de 3 metros. É conhecido como bacalhau da Amazônia e já foi oficializado como Prato Oficial de Rondônia.

Por mais incrível que pareça o Pirarucu não era conhecido na região do Vale do Guaporé até a gigantesca enchente ocorrida em 2014, quando toda a região ficou totalmente inundada. Um boliviano chamado Pablo Aranda, que tinha um enorme criadouro de Pirarucus em cativeiro, em solo Boliviano, quase em frente à Vila de Surprêsa, foz do Rio Guaporé, tinha em torno de 50 mil alevinos de pirarucus e devido a enorme cheia, o dique arrebentou e os filhotinhos foram despejados no Vale do Guaporé, se espalharam por toda a região. É considerado, pelos biólogos  um peixe exótico para o Vale do Guaporé. Se adaptaram tão bem ao novo habitat que começaram a se desenvolver de uma maneira anormal. Aos poucos começaram a devastar o rico cardume de peixes, quelônios, filhotes de jacarés e tudo que encontram pela frente, pois são extremamente vorazes. Os ribeirinhos que não conheciam o Pirarucu, começaram a conviver com os ‘’MONSTROS DO RIO’’, como são conhecidos nas localidades ribeirinhas. A maioria dos pescadores e da comunidade do Vale do Guaporé não gostam da carne do Pirarucu, segundo eles ‘’não tem gosto de nada”. O fato é que o cardume de pirarucu está aumentando vertiginosamente , incontrolável e deixando toda a população ribeirinha do Vale do Guaporé apreensiva. Já foram pescados enormes exemplares em várias localidades, tanto nos lagos e rios do lado brasileiro como do lado boliviano.


Foto: Zeca Lula - Gente de Opinião
Foto: Zeca Lula

Foram pescados pirarucus até com 2 metros de comprimento e pesando em torno de 180 kg. Este belo exemplar foi pescado nas proximidades da Eco Vale, medindo 1,90 cm de altura e pesando 90 kg. Levando em consideração que estão no Vale do Guaporé em apenas 6 anos.

Foto: Zeca Lula - Gente de Opinião
Foto: Zeca Lula

Mais Sobre Amazônias

Em evento internacional de meio-ambiente, governo do Amazonas provoca dono da Amazon e convida o mundo a conhecer e investir na Amazônia

Em evento internacional de meio-ambiente, governo do Amazonas provoca dono da Amazon e convida o mundo a conhecer e investir na Amazônia

Durante a abertura da Reunião Anual do GCF Task Force, em Manaus, nesta quinta-feira (17/03), o governador do Amazonas, Wilson Lima, provocou o empr

Amazônia:pPesquisadores investigam comportamento agressivo de botos

Amazônia:pPesquisadores investigam comportamento agressivo de botos

Um comportamento desconhecido, observado nos últimos anos por pesquisadores que estudam a vida dos botos cor-de-rosa, espécie tradicional da Amazôni

Amazônia: pesquisadores investigam comportamento agressivo de botos

Amazônia: pesquisadores investigam comportamento agressivo de botos

Um comportamento desconhecido, observado nos últimos anos por pesquisadores que estudam a vida dos botos cor-de-rosa, espécie tradicional da Amazôni

Sebrae lança novos editais do Inova Amazônia para atuação em sete estados brasileiros

Sebrae lança novos editais do Inova Amazônia para atuação em sete estados brasileiros

O Sebrae vai selecionar projetos para desenvolver negócios inovadores que fortaleçam a bioeconomia em sete estados que fazem parte do Bioma da Amazô