Terça-feira, 31 de março de 2026 - 15h24

Com a longevidade batendo à porta dos brasileiros,
o cérebro necessita, cada vez mais, de estímulos cognitivos. Atividades em
grupo, uma conversa despretensiosa ou que agregue conhecimento têm se mostrado
ferramentas importantes contra a solidão. E solidão não significa exatamente
estar só, mas também se sentir só no meio da multidão. Já chamada de “epidemia
silenciosa”, quatro em cada 10 brasileiros se sentem nessa condição, afetando
principalmente as mulheres, pessoas de baixa renda e até jovens.
Atenta ao comportamento humano, a psicopedagoga
Danniela Rolim Medeiros é uma estudiosa do cérebro e, não à toa, está à frente
do método Super Cérebro Longevidade, em Fortaleza (CE). “A sociabilidade que
atinge a vida adulta, indo de compromissos de trabalho, com amigos e festas,
por exemplo, tende a mudar na medida que a idade avança. E nesse momento,
marcado por perdas e isolamento social, o uso de celular acaba se tornando um
gatilho perigoso quando não há uma orientação pedagógica ou acompanhamento de
um ente querido”, alerta.
No cotidiano corrido de muitas famílias, a solidão
pode passar despercebida e com o tempo comprometer a mente de maneira
silenciosa e até aumentar o risco de doenças. Dentro desse contexto, conforme
explica Danniela, estimular que seus pais e avós voltem a se socializar, fazer
novas amizades e, por que não, aprender algo novo ou reaprender uma atividade
que foi importante em outra fase da vida, é a virada de chave contra a solidão.
No Super Cérebro Longevidade, uma equipe multiprofissional tem esse olhar
minucioso e personalizado com cada aluno.
“É gratificante os depoimentos que recebemos dos
nossos alunos. Para eles, ir para o Super Cérebro é criar novos laços, ativar a
memória e tornar cada minuto da vida mais leve e feliz”
Psicopedagoga Danniela Rolim Medeiros
Quando não há esses estímulos, a solidão muitas
vezes vai tomando conta da vida e o isolamento imposto nessa circunstância
acelera o processo de diversas doenças. Uma das maneiras de reverter esse
quadro na terceira idade – principalmente -, comprovada em inúmeros estudos
nacionais e internacionais, é por meio de métodos estruturados de orientação
cognitiva. Os benefícios são inúmeros, como memória ativa, saúde mental
equilibrada e qualidade de vida. “A solidão pode ser um fator de risco para o
cérebro, muito mais do que a tristeza em si”, chama a atenção a psicopedagoga
Danniela Rolim Medeiros.
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