Quinta-feira, 21 de julho de 2016 - 05h08
A 60 quilômetros do centro de Cacoal, no sentido Espigão do Oeste, está localizada a aldeia Gapgir, na Terra Indígena Sete de Setembro. Foi neste local que foi inaugurada nessa terça-feira (19) o primeiro museu dentro de uma reserva. Acadêmicos, autoridades e imprensa foram conhecer o Museu Paiter A Soe durante solenidade que contou com a apresentação de diversos hábitos e costumes deste povo, contatado pela primeira vez há 47 anos.
Instalado numa palhoça que retrata o cotidiano da tribo, o museu fica no centro da comunidade, ao lado da escola, contando com feira de artesanatos e guia turístico.
O superintendente estadual de Turismo, Júlio Olivar, destacou a iniciativa como fato histórico para o estado, pois os índios assumem o papel de protagonistas na luta de preservar suas memórias, vivências e culturas, permitindo com que os visitantes possam interagir e conhecer de perto o dia a dia indígena, não permitindo que estas tradições se percam com o tempo.
O museu foi idealizado pelos próprios indígenas com o intuito de resgatar algumas práticas perdidas ao longo dos anos. Ao recepcionar os visitantes, o cacique Joaquim Suruí explicou que hoje existem cerca de 1.400 indígenas Suruís em 27 aldeias espalhadas pelo Estado de Rondônia. A Terra Sete de Setembro é formada por 300 indígenas.
O responsável pelo projeto, professor Luiz Wymilawa Suruí, fez questão de apresentar o Museu Paiter. O local abriga artefatos, ferramentas e utensílios domésticos e, na ocasião, foi possível degustar a culinária típica dos índios à base de peixe assado na folha de bananeira, batata doce assada e a popular bebida chica, feita com milho e outros cereais.
Durante a inauguração, os visitantes foram contemplados com apresentação de dança, simulação de caça com arco e flecha, pintura corporal e vendas de artesanatos.
Construído em uma casa tradicional dos Paiter Suruí, feita de palha de babaçu, o museu já está cadastrado no Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e integrado à Rede Indígena de Memória e Museologia Social. A visitação ao local, que reproduz a vida desses indígenas antes do contato com branco, pode ser realizada das 10h às 18h, de terça a domingo.
A Setur incluirá o museu como parte do calendário de atrativos turísticos rondonienses. O superintendente Júlio Olivar se comprometeu em colaborar com a promoção do destino, investindo também em infraestrutura e equipamentos.
Outras informações e agendamento podem ser obtidos pelo whatsApp (69) 99963 4269 ou pelo e-mail [email protected].
Fonte
Texto: Taciana Guzman
Fotos: R. Machado
Secom - Governo de Rondônia
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