Sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022 - 14h53

As forças de segurança pública de
Rondônia continuam atuando de forma ostensiva neste início de 2022. Para a
conter mais uma ação criminosa no Estado, a Polícia Civil (PC) promoveu nesta
quinta-feira (10), mais uma fase da “Operação Sevandija”, resultado de
investigações materializadas em inquérito policial, da atuação de organização
criminosa, em Porto Velho.
Durante os trabalhos da equipe na operação, foram compreendidas 64
medidas cautelares, entre mandados de prisão, busca e apreensão, além de
medidas constritivas de patrimônio relacionadas ao crime organizado.
Com as investigações, houve êxito por parte da equipe da Delegacia
de Combate ao Crime Organizado (Draco), com o apoio de outras unidades, em
descobrir a existência da organização, assim como a existência de inúmeros
cargos e atribuições de tarefas entre os membros, voltados principalmente, para
o tráfico de drogas e ações violentas contra rivais, bem como para garantir os
controles de venda de entorpecentes.
Ainda foi verificado que o grau de especialização da organização
criminosa era grande, que inclusive contava com assessoria jurídica. O
profissional da advocacia, que além dos trâmites regulares, passou a atuar como
membro da organização, levando e trazendo recados considerados indispensáveis
ao desenvolvimento das atividades criminosas, participava ativamente na
introdução de substâncias entorpecentes e aparelhos celulares em presídios.
Dentre os alvos presos, num total de 34, durante a “Operação Sevandija”
nesta quinta-feira, além de integrantes de várias patentes da organização
criminosa, está um agente público, que intermediava a entrada de drogas e
aparelhos celulares para dentro de unidades prisionais.
CONDUTAS CRIMINOSAS
A investigação apurou que os representados com suas condutas
incorreram nos crimes previstos no Artigo 2º, § 2º e 4º, incisos I e IV da Lei
nº 12.850/2013 e Artigo 35 da Lei nº 11.343/2006.
OPERAÇÃO SEVANDIJA
A palavra “Sevandija” significa “pessoa que vive à custa alheia;
parasito”. A denominação da fase ostensiva da operação é uma clara alusão a
atuação dos representados que pautam suas vidas sobre valores totalmente
deturpados, aproveitando-se das carências existentes nos rincões onde se
encontra, instalados para achacar dinheiro da população e praticar ações
violentas e a comercialização de substância entorpecente.
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