Quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024 - 10h06

A Central Estadual de Transplantes
de Rondônia (CET/RO) executou em 2023, cerca de 57 doações de órgãos e em 2024
já foram realizadas quatro, totalizando 61 doações, e assim, beneficiando mais
de 100 pessoas que aguardavam na fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS)
por algum órgão. A unidade conta com um serviço denominado Organização de
Procura de Órgãos (OPO), objetivando buscar potenciais doadores através do
monitoramento de pacientes com suspeita de morte encefálica e acolhimento aos
familiares nos hospitais.
O titular da Secretaria de Estado de saúde,
Jefferson Rocha, enfatiza a importância do serviço para as pessoas que aguardam
na fila da espera. “A equipe desempenha um papel fundamental na promoção da
doação de órgãos, no aumento das taxas de transplante e na prestação de apoio
essencial às famílias dos doadores”, afirmou.
SERVIÇO
A Organização de Procura de Órgãos de Rondônia
(OPO/RO) mantém um serviço de doação 24 horas por dia, coordenado por
enfermeiros plantonistas. Eles gerenciam todo o processo, desde a notificação
da suspeita de morte encefálica até a cirurgia de captação, incluindo validação
do diagnóstico, avaliação técnica da elegibilidade da doação e entrevista
familiar. A equipe também cuida da perfusão e acondicionamento dos órgãos, além
de coordenar o transporte e embarque dos mesmos.

ATENDIMENTO
O paciente que busca por atendimento pela primeira
vez ou que necessite de informações sobre doação e transplante, podem se
direcionar até a CET/RO, onde os profissionais atenderão resolução possível de
maneira informativa, clara e objetiva. Dentre suas atribuições, este serviço
realiza entrevista individual com o paciente e com familiares candidatos ao
transplante, estudos socioeconômicos com os pacientes e familiares.
A unidade fica localizada na Rua Rafael Vaz e
Silva, n° 3041, Bairro Liberdade, Porto Velho ou o usuário que reside nos
municípios contemplados pelas Gerências Regionais de Saúde (GRS) de Ji-Paraná,
Vilhena, Ariquemes e Rolim de Moura, podem ser atendidos diretamente nas GRS,
não havendo a necessidade de comparecer na Capital.
Em Rondônia, são realizados os transplantes de
córnea. Para o tratamento de transplante dos demais órgãos e tecidos, os
pacientes são encaminhados via Tratamento Fora de Domicílio (TFD) para outros
estados do Brasil, e contam com uma equipe multidisciplinar para atender no pré
e pós-operatório.
COMO SER UM DOADOR?
Para tornar-se um doador, é necessário informar seu
desejo à família. No Brasil, a doação de órgãos requer a autorização familiar.
Existem dois tipos de doadores, sendo o primeiro o doador vivo, que pode ser
qualquer pessoa disposta a doar, desde que não comprometa sua própria saúde.
O segundo tipo, é o doador falecido. São pacientes
com diagnóstico de morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes
cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral). Os órgãos
doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando
em lista única, definida por critérios específicos, pela Central de
Transplantes da Secretaria de Saúde de cada Estado, e controlada pelo Sistema
Nacional de Transplantes.
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