Quarta-feira, 10 de novembro de 2021 - 10h42

Na madrugada do último domingo (7), mais uma cirurgia de captação de órgãos foi realizada pelo Governo de Rondônia, no Hospital de Urgência e Emergência Regional de Cacoal (Heuro). O doador foi um homem de 40 anos, vítima de um Traumatismo Crânio Encefálico (TCE). A doação dos rins, fígado e córneas, foi autorizada pela mãe e irmãs da vítima.
Com esta doação, Cacoal soma oito cirurgias de captação de órgãos realizadas em 2021. Isso significa que 37 pessoas que aguardavam na fila de espera, tiveram chance do recomeço. O órgão doado a estes pacientes ajuda a reestabelecer as funções de um órgão doente.

Agilidade do transporte é essencial para o sucesso da doação de órgãos
Os órgãos captados no último domingo, em Cacoal, foram encaminhados para o Hospital das Clínicas de São Paulo e para o Banco de Olhos de Rondônia, em Porto Velho.
“Por meio deste doador, cinco pessoas tiveram a chance de ter uma vida melhor, com mais qualidade. Um dos maiores atos de amor é a doação, verdadeiro sentido de empatia. No momento mais frágil, familiares se colocam no lugar da outra família e decidem pelo sim, pela doação”, ressalta coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do Complexo Hospitalar de Cacoal, Leiri Bonet.
Ela ressaltou ainda que, “resinificar a vida do ente que se foi gera um sentimento de continuidade e acalento ao coração”.
Em Rondônia, a agilidade no transporte de órgãos é essencial para garantir o sucesso da doação e é fruto da dedicação e do esforço de diversos agentes envolvidos. “Além do apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), que disponibiliza aeronaves e equipes para o transporte do fígado, que tem tempo de isquemia curto e precisa de muita agilidade, contamos com o apoio do Governo de Rondônia que, com a terceirização de aeronaves, permite um transporte ágil de Cacoal à Porto Velho. Além disso, contamos com a parceria de empresas aéreas (voos comerciais) que levam os órgãos para o seu local de destino”, finaliza Leiri Bonet.
DECISÃO É DA FAMÍLIA
No Brasil, como previsto em lei, a doação de órgãos só pode ser realizada com a autorização de um familiar e apenas após ser constatada morte encefálica. Se a família não autoriza, a doação não pode ser realizada, mesmo se o possível doador tiver manifestado publicamente este desejo em vida.
Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), atualmente mais de 45 mil pessoas aguardam a doação de um órgão no país. A negativa familiar ainda é um dos principais motivos para que um órgão não seja doado no Brasil.
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