Sexta-feira, 8 de maio de 2026 - 14h56

Mais de 4 mil famílias de
pescadores artesanais em Rondônia permanecem sem receber o seguro defeso
referente ao período de paralisação que terminou no último dia 15 de março. O
alerta foi feito pelo advogado previdenciário Célio Lopes, durante entrevista
ao jornalista André Oliveira, no programa Cidade Alerta, da SIC TV Record
Rondônia.
Segundo o especialista, o governo
federal ainda não concluiu a análise dos benefícios, e mais da metade dos
pescadores que têm direito ao seguro segue desassistida. “Hoje tem mais de 4
mil famílias sem receber o seguro defeso, que já até terminou o seguro defeso,
agora no dia 15 de março. E eles estão sem receber”, afirmou Célio Lopes.
Durante a entrevista, o advogado
reforçou os requisitos exigidos para a concessão do benefício, destinado
exclusivamente aos pescadores artesanais – aqueles que vivem unicamente da
pesca. Para ter direito ao seguro defeso, o trabalhador precisa: viver
exclusivamente da atividade pesqueira; ter contribuído com o INSS por no mínimo
8 meses; comprovar que pescou de forma ininterrupta nos últimos 12 meses; e não
possuir nenhuma outra fonte de renda fora da pesca.
O governo anunciou que passará a
analisar criteriosamente os pedidos para que os pescadores que cumprem esses
requisitos comecem a receber. No entanto, até o momento, mais da metade
continua sem o pagamento.
Célio Lopes explicou que o seguro
defeso é uma compensação essencial para os pescadores, que são obrigados a
paralisar a atividade durante o período de reprodução dos peixes – entre 15 de
novembro e 15 de março. Sem o benefício, as famílias ficam sem qualquer fonte
de renda.
“O pescador deixa de pescar naquele período de reprodução. O governo fala: ‘olha, tu não pode pescar de 15 de novembro a 15 de março’. Só que você espera receber nesses meses. Já estamos chegando no próximo defeso e tem gente que não recebeu o seguro passado. Infelizmente, é isso que ocorre”, lamentou o advogado.
Orientação a pescadores que não receberam
O advogado destacou que a maioria
dos pescadores afetados não conhece os trâmites burocráticos para regularizar a
situação. “São pessoas aqui do nosso estado que não conhecem, não sabem como
seguir, como dar entrada nessas burocracias”, afirmou Célio Lopes, ressaltando
a importância de buscar orientação especializada para ingressar com os recursos
e requerimentos administrativos ou judiciais.
A orientação é que os pescadores
artesanais que ainda não receberam o seguro defeso procurem um advogado de
confiança para avaliar o caso e adotar as medidas cabíveis para garantir o
pagamento dos valores atrasados.
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