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Política

Vigilantes da VIGHER poderão entrar em greve nos próximos dias



Os vigilantes da empresa Vigher aprovaram o início de estado de greve durante assembléia realizada dia 20/11 na sede do Sindicato dos Vigilantes(Sintesv), em Porto Velho. Em estado de greve a categoria pode paralisar as atividades a qualquer momento em protesto contra o atraso no pagamento do salário de outubro, e para reivindicar o pagamento da diferença do reajuste de 7% retroativa à março, conforme ficou definido. Os vigilantes da Vigher também exigem o pagamento do vale alimentação de setembro e outubro, férias, vale transporte, e da primeira parcela do 13 ° salário, que deveria ter sido paga até o dia 20 novembro.

Durante a assembléia os vigilantes da Vigher aprovaram, ainda, a convocação de uma nova assembléia na próxima sexta-feira (28/1), para deliberar sobre o indicativo de greve por tempo indeterminado a partir do dia 1° de dezembro de 2008. No caso do atraso da primeira parcela do 13º salário, a Vigher está sujeita a sofrer multas da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), antiga DRT.

Representantes da empresa, mesmo sem ter sido convidados, compareceram à assembléia e tentaram justificar a situação informando que parte das pendências trabalhistas já teriam sido pagas. Entretanto, a categoria não aceitou as explicações patronais, exigiu a comprovação dos supostos pagamentos efetuados, e decidiu que se até a próxima sexta-feira (28/11) não for apresentada uma solução satisfatória para os diversos atrasos, os vigilantes da empresa poderão entrar em greve a partir do dia 1° de dezembro.

Segundo o Sintesv as condições de proteção dos trabalhadores, como guaritas, em muitos casos são inadequadas ou inexistentes. Os vigilantes reivindicam munições novas, cursos sobre situações de risco, e o cumprimento da legislação que obriga o uso de coletes a prova de balas, conforme a Portaria do Ministério do Trabalho de dezembro de 2006, regulamentando que a cada semestre as empresas terão que equipar 10% do efetivo com coletes, até atingir 100%. O sindicato denuncia que a maioria das empresas não cumpre esta determinação legal.

Recentemente um vigilante da própria empresa Vigher que não usava colete à prova de balas foi assassinado a tiros. A presidente do SINTESV, Ilka Vieira, relatou que a situação dos trabalhadores da empresa é muito grave, principalmente sobre os atrasos salariais. "Paralisações já ocorreram em alguns municípios onde os trabalhadores estão mais mobilizados, como na cidade de Ji-Paraná, e em alguns locais na Capital", disse Ilka Vieira.

Fonte: Adércio Dias

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