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Política

Um mês de alagação – Estado providencia abrigos dignos


 
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Ao mesmo tempo em que se preparam para receber desabrigados, as equipes dos organismos que compõem a Defesa Civil também concentram foco na assistência aos alojamentos, a fim de proporcionar mais dignidade às famílias.
 
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Desastre

A situação de Emergência na capital levou o governo do estado a declarar Estado de Emergência e assumir as ações de enfrentamento ao desastre. Uma das primeiras providências foi a mobilização imediata dos órgãos que compõem a Defesa Civil e criar uma sala de situação, que funciona no quartel do Comando Geral do Corpo de Bombeiros, que trata ininterruptamente dos recursos humanos disponíveis, catalogação dos locais e famílias atingidos e monitoramento do nível do rio, que é feito a cada 15 minutos com dados da Agência Nacional de Águas – ANA.

O coronel bombeiro Lioberto Caetano, comandante geral do Corpo de Bombeiros coordena as frentes de trabalho, que incluem ainda Força Nacional de  Segurança, Exército, Polícia Militar, secretarias estaduais e municipais, além de organismos privados, cuja ação é feita de acordo com protocolo internacional das ações de Defesa Civil.


Voluntários

Todo o trabalho reúne 152 voluntários de órgãos públicos e privados, sem contar os bombeiros militares, policiais militares, policiais rodoviários e pessoal da Marinha e Aeronáutica.

Cerca de 50 veículos, entre automóveis, barcos, aeronaves e caminhões são utilizados ininterruptamente no transporte de famílias, de pessoas doentes, suprimentos, transporte de pessoal.

Atualmente existem 470 famílias instaladas em 42 abrigos. Mas os números são alterados a cada momento. Há casos de famílias que passam a ser acolhidas por famíliares e amigos e deixam os alojamentos oficiais. Há ainda famílias que abandonaram suas casas e se instalaram em habitações em lugar considerado seguro.

Passada a primeira fase da ação contra as enchentes, que foi a retirada das famílias, cujas casas foram inundadas, e acomodação delas em abrigos, passou-se à fase de assistência, que é feita com alimentação, remédios e outros serviços.

Nos abrigos oficiais, um verdadeiro batalhão de voluntários e profissionais atuam para que a acolhida seja digna. Há frentes que cuidam dos serviços como parte elétrica e recolhimento de lixo, por exemplo, pois nos casos das escolas a estrutura passou a ser mais exigida agora.

Cada abrigo tem à sua disposição uma psicóloga e, em alguns também um assistente social, que fazem o acompanhamento das demandas geradas pelas mudanças no ritmo de vida das pessoas assistidas.
 
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Assistência

A assistência nos abrigos é coordenada pelo tenente coronel bombeiro Gilvander Gregório, que está em permanente contato com os responsáveis pelos alojamentos. Ele providencia para que todos os pedidos sejam atendidos, sempre seguindo o protocolo específico da Defesa Civil para estas situações.

Ontem (11), foi despachado para o distrito de Nazaré um grupo gerador, que vai atender as famílias instaladas na escola Francisco Desmarest Passos. O equipamento vai possibilitar a religação dos aparelhos elétricos e bombear água do poço artesiano, que abastecerá toda a comunidade do entorno da vila principal.

Como o nível do rio Madeira continua subindo, estão sendo providenciadas instalações para abrigar mais famílias no Parque de Exposições dos Tanques e no Ginásio Cláudio Coutinho. Operários providenciam estrutura para que os espaços tenham condições dignas de acolhida.

Transporte 

No município de Nova Mamoré o impacto da enchente tem outra característica. As cidades estão isoladas por via terrestre em razão da interdição da BR-425, que interliga à BR 364.
 
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Diariamente, são transportados de avião para Porto Velho os doentes mais graves e para lá são levados medicamentos. Os gêneros alimentícios e combustível são levados através de caminhões por uma estrada alternativa, que passa pela localidade de Nova Dimensão. O governador Confúcio Moura está empenhado em providenciar uma via segura para esta emergência e tem discutido o assunto com autoridades de diversos segmentos.

Trechos da BR-364 também sofrem com a cheia do rio Madeira e dificultam o transporte de suprimentos para o estado do Acre. Diariamente, operários trabalham para manter a via trafegável e com segurança.

Nos municípios de  Rio  Crespo, Rolim de Moura e Santa Luzia do Oeste a situação está estabilizada, pois as inundações foram consideradas de pequeno, mas mereceram a pronta intervenção do governo estadual através de meios disponíveis e urgentes.

Texto: Nonato Cruz
Fotos: Corpo de Bombeiros
Decom – Governo de Rondônia

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