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Trabalhadores rurais mobilizados por políticas públicas


Cerca de cinco mil trabalhadores e trabalhadoras rurais estarão nos dias 04 e 05 em Porto Velho para cobrar do governo estadual e órgãos federais respostas à pauta de proposições e reivindicações doTrabalhadores rurais mobilizados por políticas públicas - Gente de Opinião Grito da Terra Estadual 2012.

A mobilização estadual inicia na quarta-feira (04), com os trabalhadores e trabalhadoras rurais acampando na sede do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Eles ficam acampados até o dia 05, quando o governador deverá receber uma comissão composta pela diretoria da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia (Fetagro) e representantes dos 39 Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTRs) filiados a Fetagro, para entregar o caderno de respostas à pauta de reivindicações. Na programação algumas manifestações deverão ser realizadas, como uma passeata pelas ruas da capital e o lançamento da campanha pelo fim da violência no campo.

A pauta, entregue em 06 de junho ao governador Confúcio Moura e intitulada “Reforma Agrária: justiça no campo e produção sustentável” contempla mais de 160 propostas que expressam as principais reivindicações de aproximadamente 120 mil homens e mulheres do campo. A pauta também foi encaminhada ao Incra, Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário (MDA), Programa Terra Legal Amazônia, INSS, Eletrobrás, Banco do Brasil, Banco da Amazônia e Caixa Econômica Federal.

A pauta do Grito da Terra Estadual é ampla e propõe políticas para agricultores familiares nas áreas de políticas agrícolas (assistência técnica, crédito, comercialização), políticas agrárias (regularização fundiária, desapropriação de terras, criação e manutenção de assentamentos sustentáveis e combate aos conflitos no campo), políticas sociais (saúde, previdência, educação, assistência social, segurança e habitação), nas questões salariais (cumprimento e ampliação das leis trabalhistas).

De acordo com o presidente da Fetagro, Lázaro Aparecido Dobri (Lazinho), o Grito da Terra é uma ação de massa dos trabalhadores(as) rurais, instituído para servir de espaço permanente de discussão e negociação de políticas públicas para a agricultura familiar e os povos do campo com os poderes públicos estadual e federal . “Essa mobilização é a data base da negociação da classe trabalhadora rural com o poder público constituído”, afirmou Lázaro.

GTE retrata importância da agricultura familiar

O Grito da Terra Estadual é o principal evento da agenda do Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR) de Rondônia e possui caráter reivindicatório. É uma mobilização promovida pela Fetagro e apoiada pelos STTRs e CUT/RO.

O Grito da Terra foi a forma que o movimento sindical do campo encontrou para dizer as autoridades e a sociedade em geral que a agricultura familiar é uma força produtiva que garante os alimentos básicos na mesa de mais de 70% da população brasileira, que representa mais de 70% das ocupações do campo e ainda gera grande parte da força de trabalho para a maioria das cidades brasileiras, em especial as de pequeno e médio porte.

Em Rondônia, a agricultura familiar habita 39,65% das áreas de estabelecimentos agropecuários e é responsável por 73% da produção de alimentos, gerando soberania e segurança alimentar para o campo e para a cidade.

Mas as políticas públicas como saúde, educação, transporte, assistência técnica, crédito rural, habitação rural, entre outras, que foram implantadas ao longo do tempo, não conseguiram atender suficientemente as necessidades desta categoria.

Nesse sentido, o MSTTR, através de suas representações, vem apresentando propostas que visam promover um desenvolvimento rural, que possibilite e proporcione as condições mínimas necessárias para as populações rurais desenvolverem suas atividades, de tal forma que a cada ano se possa ter um incremento na qualidade de vida daqueles que vivem da agricultura familiar e que tanto contribuem para o crescimento do País e de nosso Estado, principalmente com a produção de alimentos.

“Somente através de um processo amplo de mobilização da sociedade com reivindicações e proposições concretas poderemos fortalecer a agricultura familiar, pela sua importância na composição do Produto Interno Bruto - PIB do Brasil e em especial do Estado de Rondônia que é um estado comprovadamente agrícola”, observou Lazinho, presidente da Fetagro.

Fonte:  FETAGRO
 

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