Segunda-feira, 4 de maio de 2015 - 00h06
Essa foi a conclusão dos levantamentos preliminares da coordenação do "Movimento Mudança Já!", que pretende democratizar o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carne de Rolim de Moura (SINTRA-ALI), que representa os funcionários de frigoríficos de Rolim de Moura, mas que na prática não defende os interesses da categoria e agiria de forma conivente com os frigoríficos.
Uma prova da omissão e conivência com os patrões ocorreu no dia 1º de maio, quando o JBS Friboi impôs a troca do feriado do Dia do Trabalhador por uma folga no sábado e o Sindicato concordou com isso, sem qualquer consulta aos trabalhadores. O caso foi denunciado pela Central Única dos Trabalhadores à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), que garantiu que o frigorífico agiu ilegalmente e vai ser multado.
Para a Comissão a maior prova de que o SINTRA-ALI é antidemocrático foi o último processo eleitoral, ocorrido em 15 de janeiro de 2013, uma terça-feira, dia normal de expediente nos frigoríficos, das 14h as 16h. Segundo dados levantados em cartório menos de dez pessoas teriam participado da assembleia.
Essa eleição do SINTRA-ALI é considerada verdadeiro absurdo, pois não teve urnas nos locais de trabalho, fixas ou itinerantes; sendo feita apenas através de votação presencial em assembleia, em pleno horário de expediente. Isso impediu que centenas trabalhadores pudessem exercer o direito votar e ser votado; pois dos cerca de 1.000 filiados apenas uns 10 teriam participado da "eleição"; ou seja, 1% dos associados.
Para os trabalhadores o SINTRA-ALI pode ser considerado um "negócio" de família, pois teria sido criado por um tio do atual presidente, Adilson da Cruz, e a primeira presidente teria sido a irmã dele, que ficou apenas um mandato, de 1999 a 2003. A partir daí, Adilson vem se mantendo ininterruptamente na presidência, sem enfrentar chapas de oposição; agindo como verdadeiro dono do Sindicato.
Além disso, há informações de que o presidente do Sindicato teria interesses diretos em manter a cesta alimentação de R$ 120,00, nos outros municípios é de RR$ 180,00, sendo paga em produtos para os funcionários do JBS e não em cartão visa vale como acontece nos outros frigoríficos; isso para privilegiar uma firma que teria sido criada unicamente para fornecer as cestas alimentação para frigoríficos, que movimenta por ano aproximadamente R$ 720.000,00.
Fonte: CUT RO
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