Quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 - 12h09
Mesmo após ter sido fragorosamente derrotada nas urnas, e com decisão judicial confirmando a legitimidade da vitória da chapa 1 na eleição do Sintero, a chapa 2 insiste em querer anular o pleito, em flagrante desrespeito à vontade dos trabalhadores em educação.
Com essa sucessão de ações judiciais contra um processo eleitoral que transcorreu rigorosamente de acordo com o estatuto, o regimento interno e o regimento eleitoral do Sintero, a chapa 2 acaba atrapalhando a luta do sindicato por reajuste salarial, pela reformulação do Plano de Carreira, pelo pagamento de precatórios e por outros direitos da categoria.
A chapa 2 já tentou de todas as formas inviabilizar a luta do Sintero, mas não conseguiu. Já pediu anulação da eleição, realização de novo processo eleitoral, junta governativa e até intervenção. Tudo foi negado pela Justiça com base na regularidade das eleições.
Para confirmar que realmente a eleição transcorreu dentro da normalidade, o juiz da 3ª Vara do Trabalho chegou a suspender a posse da nova diretoria e determinou a conferência dos votos, das planilhas e das atas de apuração. Para isso contou com o serviço de oficiais de justiça sob o acompanhamento de representante do Ministério Público do Trabalho.
Após o cumprimento da ordem judicial, a própria Justiça confirmou que não houve qualquer irregularidade na eleição e liberou a posse da diretoria eleita, o que aconteceu em dezembro de 2011.
Ainda inconformada com a derrota, a chapa 2 entrou com nova ação judicial contra a eleição, mas, novamente, não obteve êxito. A juíza substituta da 3ª Vara do Trabalho apenas determinou que fosse recolhido todo o material da eleição, o que foi prontamente cumprido na manhã desta quarta-feira.
Junto com o material da eleição, o Sintero encaminhou à Justiça do Trabalho a decisão e a exposição de motivos do TRE sobre não utilização de urnas eletrônicas na eleição do Sintero, e a determinação para a devolução urgente das urnas de lona utilizadas no processo.
Por ser um meio mais prático, rápido e eficaz, a diretoria do Sintero pretendia utilizar urnas eletrônicas na eleição sindical. Quando foi eleita, o primeiro ato da comissão eleitoral foi encaminhar ofício ao TRE solicitando o empréstimo dos equipamentos. A resposta assinada pela desembargadora Zelite Andrade Carneiro informou que o empréstimo de urnas eletrônicas está suspenso até março de 2012 devido ao recadastramento que está sendo realizado pela Justiça Eleitoral.
O novo presidente do Sintero, Manoel Rodrigues da Silva, tranqüiliza os trabalhadores em educação e garante que a luta não vai parar. Afinal, a chapa 1 recebeu a maioria absoluta dos votos porque a categoria confia no trabalho da diretoria eleita.
Agora resta aos que foram derrotados nas urnas aceitarem o resultado e respeitarem a vontade dos trabalhadores em educação, e, em vez de tentar atrapalhar a luta, se unirem à categoria em busca de salário justo e pelo atendimento das demais reivindicações.
Fonte: Ascom
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