Sábado, 21 de fevereiro de 2015 - 07h33
A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) promoverá nos dias 23 e 24 de fevereiro a “Capacitação de Acolhimento e Classificação de Risco Obstétrico”, que é direcionada a 40 profissionais de enfermagem que trabalham na Maternidade Municipal Mãe Esperança (MMME) em Porto Velho. O evento, promovido pela Coordenação de Saúde da Mulher em parceria com a Coordenação de Humanização da Semusa, tem intuito da capacitação é garantir agilidade e qualidade no atendimento oferecido a pacientes na maternidade.
Segundo a coordenadora Aline Vilela, que será uma das instrutoras da capacitação, o evento busca aperfeiçoar o trabalho de enfermeiros e técnicos de enfermagem quanto ao acolhimento da gestante ou parturiente desde sua chegada à maternidade. “O objetivo é prepará-los para adotar a classificação de risco baseada em sinais clínicos obstétricos, que dá prioridade no atendimento a pacientes de acordo com a gravidade ou emergencialidade. Devemos lembrar que além de gestantes e parturientes, a maternidade atende também mulheres vítimas de violência física, psicológica e sexual”, destacou.
A primeira fase das capacitações será realizada com duas turmas, durante os turnos da manhã e tarde, no auditório do Espaço Mulher, que está localizado ao lado da maternidade. Aline afirma ainda que as capacitações continuarão nos próximos seis meses, até que todo o quadro de profissionais de enfermagem da maternidade tenha recebido as orientações, acompanhando assim a implantação gradativa da classificação com pulseiras coloridas, que identificarão a ordem de atendimento.
Durante os dias de treinamento os alunos receberão as instruções por meio de metodologia ativa, que envolve a discussão de casos, estabelecimento de metas, organização de fluxo e elaboração de protocolos. Todas as etapas serão adequadas às necessidades e características da MMME, que são exclusivas se comparadas a outros centros obstétricos como o Hospital de Base Ary Pinheiro. A Maternidade Municipal tem o maior índice de partos de risco habitual em Rondônia, chegando a 4241 partos em 2014, com 73,6% de partos normais. Os dados são do Departamento de Vigilância Epidemiológica (DVEA-SEMUSA).
A realização da capacitação faz parte do planejamento de implementação da Rede Cegonha em Porto Velho, uma estratégia do Ministério da Saúde que visa a melhoria na qualidade da assistência oferecida a gestantes em todo o país, tendo a classificação de risco como uma de suas diretrizes.
Fonte: Collien Rodrigo
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