Quarta-feira, 20 de julho de 2011 - 14h50

A Delegacia Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário (DFDA) está promovendo o “Seminário Estadual do Plano Safra 2011/2012: mudanças do crédito rural, do SEAF, do PGPAF e do Garantia Safra”, nesta quarta (20) e quinta-feira (21), no auditório do Senac, em Porto Velho, com a participação de líderes dos movimentos sociais, extensionistas rurais, agentes financeiros e gestores públicos da agricultura.
No dia 1º de julho teve início o novo Plano de Safra (2011/2012) da agricultura familiar. O delegado da DFDA, Olavo Nienow, explicou que o plano contém algumas mudanças significativas em suas regras operacionais, especialmente nas normas do crédito rural, no Seguro da Agricultura Familiar, no Programa de Garantia de Preços (PGPAF) e no Programa Garantia Safra. Segundo ele, o desafio é ampliar os agricultores familiares incluídos nas políticas do MDA, aumentar o número de contratos de crédito rural, de agricultores aderidos ao SEAF, e divulgar mais e melhor o PGPAF e o Garantia Safra.
Técnicos da Secretaria de Agricultura Familiar - SAF/MDA, de Brasília, são os palestrantes e debatedores do evento, que tem na programação temas como “O Crédito Rural no âmbito do Pronaf”, “Operação do SEAF no Estado”, zoneamento, cultivares crioulas, entre outros.
Olavo Nienow destacou na abertura do seminário que os avanços da agricultura familiar são conquistas dos trabalhadores rurais e que as mudanças introduzidas nas políticas públicas para a área resultam das reivindicações do Grito da Terra, promovido pela Confederação Nacional do Trabalhadores na Agricultura (Contag).
O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia (Fetagro), Lázaro Dobri, defendeu a expansão dos investimentos na agricultura familiar, lembrando que 70% da alimentação do brasileiro provêm dessa atividade. “Ao agronegócio é destinado R$ 110 bilhões do orçamento, contra R$ 16 bilhões para a agricultura familiar, e ainda assim não conseguimos gastar porque faltam projetos, documentos da terra, agilidade no processo. O discurso está muito longe do que queremos”, desabafou.
O superintendente do Incra/RO, Carlino Lima, enfatizou que o momento é propício para a agricultura familiar com o aprimoramento das políticas públicas, observando a importância dos técnicos extensionistas para o sucesso de qualquer iniciativa na área. “São os técnicos e os bons projetos que vão garantir a aplicação dos recursos e a melhoria da qualidade de vida no campo”, afirmou.
Fonte: Jeanne Machado
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