Sexta-feira, 12 de julho de 2013 - 12h03
“Vencemos mais uma batalha, mas ainda temos que vencer a guerra totalmente”. Essas foram as palavras do presidente do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB/RO, José Pinheiro que, ao lado do diretor jurídico José Toscano e do diretor de cooperativas Antônio Tavares e de demais representantes de sindicatos e federações de todo o país, acompanharam de perto a sessão da última quarta-feira, 10/7, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara, que adiou a votação do substitutivo do deputado Artur Maia (PMDB-BA), relator do projeto de lei 4330, de autoria do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO) e que, se aprovado, libera por completo a terceirização e precariza o emprego e os direitos dos trabalhadores no Brasil.
O plenário da CCJ foi tomado por trabalhadores de todos os cantos do país que, desde cedo, entoavam coros como “Não, não, não, ao PL da escravidão”, “Terceirização é precarização”, “Se precarizar o Brasil vai parar” e até mesmo contra o autor do PL, deputado Sandro Mabel.
“Conseguimos mais uma vitória, que é o adiamento da votação, conquistada por meio de muita pressão das mobilizações em todos os cantos. Aqui em Rondônia fizemos, no último dia 4, manifestações em frente aos bancos do Centro de Porto Velho, e também continuamos com nossa campanha via outdoor e painéis de LED em várias cidades, levando assim a conhecimento da população os riscos que a aprovação deste PL representa para todos os trabalhadores. Mas não vamos parar, vamos continuar com a mobilização e exigindo dos deputados a extinção definitiva deste projeto ou pelo menos a alteração do texto da matéria que, do jeito que está, precariza as condições de trabalho de mais de 45 milhões de trabalhadores no país”, comentou José Pinheiro.
O adiamento da votação na sessão da última quarta-feira dá novo prazo que permitirá novas rodadas de negociação. A partir de agora haverá quatro reuniões semanais da mesa quatripartite (a primeira na próxima terça-feira 15 e as demais nas segundas-feiras seguintes, com data limite de 5 de agosto), formada por trabalhadores, empresários, governo e parlamentares para se tentar chegar a um acordo sobre o texto do projeto de lei.
Caso não haja entendimento, o relator, juntamente com o presidente da CCJC, deputado Décio Lima (PT/SC), definirão a nova data em que o PL entrará na pauta de votação, que poderá ser já no dia 13 de agosto.
FONTE: RONDINELI GONZALEZ - DRT 00700
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