Quarta-feira, 5 de junho de 2013 - 14h17
Uma reunião ocorrida no Gabinete da Secretaria de Estado da Educação na manhã desta quarta-feira (05/06) pode dar início ao entendimento entre o governo do Estado e os trabalhadores em educação, em greve desde o dia 21 de maio, visando ao atendimento das reivindicações da categoria.
Participaram da reunião o presidente do Sintero, Manoel Rodrigues; o secretário de Assuntos Jurídicos do Sintero, Nereu Klosinski; representantes de todas as Regionais; a secretária de Estado da Educação, Izabel Luz; o secretário de Estado do Planejamento, George Braga; o secretário de Estado da Administração, Rui Vieira; os deputados estaduais Kaká Mendonça e Epifânia Barbosa, representando a Assembleia Legislativa; e o presidente da CUT/Rondônia, Itamar Ferreira.
O encontro, intermediado pela Assembleia Legislativa a pedido da direção do Sintero, aconteceu após uma grande manifestação e passeata dos trabalhadores em educação com caravanas do interior. Os trabalhadores se concentraram pela manhã na Praça das Três Caixas D’Água, no centro de Porto Velho, de onde saíram em passeata pela Avenida Farquar até o Palácio Rio Madeira (CPA), onde funciona a Seduc.
Durante a reunião os representantes dos trabalhadores em educação argumentaram que a greve teve início por falta de uma resposta do governo do Estado às reivindicações. O presidente do Sintero, Manoel Rodrigues, reforçou os principais itens da pauta de reivindicações e disse que o atendimento é possível com a utilização de recursos próprios da educação.
Os representantes do governo e da Assembleia Legislativa também argumentaram, e todos concordaram que, mesmo diante da crise, é preciso dialogar. A secretária Izabel Luz disse que a Seduc já está fazendo estudos para reduzir despesas, inclusive com a vigilância privada.
Foi explicado que a implantação integral do Plano de Carreira com as promoções previstas na lei ainda vai depender de mais discussões. Mas a secretária concorda em remanejar recursos do custeio, da própria verba da educação, para aumentar o valor destinado mensalmente ao pagamento da Licença Prêmio em Pecúnia, dos atuais R$ 200 mil para R$ 500 mil, e para o cumprimento da lei do Piso Nacional, sem mexer na folha de pagamento e sem infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal.
O detalhamento da proposta da secretária vai depender, no entanto, da Assembleia Legislativa e de um estudo detalhado a ser discutido com o governador Confúcio Moura sobre o remanejamento de verbas dentro do orçamento da educação. Uma nova reunião para apresentação da proposta oficial ficou marcada para esta quinta-feira (06/06). A proposta será avaliada pelos trabalhadores em educação. Enquanto isso a greve continua.
Fonte: Ascom
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