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Política

R$ 22 milhões em casas para ribeirinhos de Porto Velho


A Câmara Municipal de Porto Velho vai propor à Prefeitura de Porto Velho que utilize R$ 22 milhões do dinheiro economizado pelo Município em 2013 seja integralmente investido na construção de casas populares para os ribeirinhos atingidos pela cheia do Madeira.

Segundo os vereadores, a Prefeitura conseguiu economizar R$ 52 milhões no ano passado, dos quais R$ 30 milhões foram para a compra de maquinário. Os outros R$ 22 milhões serviriam para construir casas em menor tempo possível sem esperar dinheiro da União ou do Estado.

O encaminhamento da proposta partiu do Presidente da Câmara, vereador Alan Queiroz (PSDB), e aprovado pelos demais vereadores que participaram na manhã desta quinta-feira (27/02) de uma audiência pública no plenário da Casa realizada pela Secretaria Municipal de Planejamento sobre Demonstrativo e Avaliação do Cumprimento das Metas Fiscais do Município, referente ao terceiro quadrimestre de 2013.

A audiência acabou perdendo um pouco do foco, pois as discussões giraram praticamente sobre a questão da enchente do rio Madeira. Não faltaram críticas e denúncias sobre a postura da Prefeitura, que estaria omitindo dados sobre a enchente e até mesmo sobre gastos demasiados.

O vereador Din Din (PSL) disse que a Câmara Municipal deve redobrar a fiscalização, para evitar que alguns agentes do Município autorizem ou façam gastos demasiados “tirando proveito da situação”, referindo-se ao preço da cesta básica que está sendo comprada para os ribeirinhos.

O vereador Jair Montes (PTC) também se pronunciou sobre a questão das enchentes, apontando as usinas de Jirau e Santo Antônio como culpadas em grande  parte pela situação que está ocorrendo. “Fomos usados como barriga de aluguel para uma obra que só vai deixar destruição”, comentou.

Em suas considerações, o vereador Aélcio da TV (PP) considerou que a Prefeitura está omitindo dados sobre as enchentes. “Não se sabe agora quanto está sendo gasto, quantas pessoas realmente estão atingidas e outras questões que seguramente terão que ser levantadas quando as águas baixarem”, disse. 

 

Fonte: Ascom
 

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