Segunda-feira, 17 de julho de 2017 - 21h09
Ao retornar de Manaus (AM), onde representou a Fecomércio-RO nas atividades promovidas pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão (Sertero), o presidente Raniery Coelho disse nesta segunda-feira que a questão da BR-319 não passa apenas pela questão político-jurídica, mas também pela falta de fiscalização ao longo dos quase mil quilômetros da rodovia que interliga Porto Velho (RO) à capital amazonense.
“Todo o material que foi produzido pela Caravana dos Jornalistas mostra que a BR-319 está trafegável, apesar de possuir inúmeros pontos críticos. O problema é que a estrada foi projetada para o trânsito de veículos com carga de até 23 toneladas. Pelo trajeto se pode ver inúmeras carretas bitrem com capacidade bem acima da permitida transitando pela rodovia e causando a depreciação do pouco que restou”, disse o presidente.
Segundo Raniery, esses veículos pesados não deveriam estar circulando por ali e acredita que a falta da fiscalização dos órgãos responsáveis poderia pelo menos amenizar a situação. “Enquanto as autoridades tentam desembaraçar a questão judicial, a estrada vem recebendo melhorias, mas se não houver fiscalização ou o controle do tráfego de veículos pesados, a rodovia vai permanecer do mesmo estado. Precisamos ter atenção com essa questão da fiscalização”, disse.

DENÚNCIA
Raniey Coelho também teve a oportunidade de, ao lado de jornalistas e de diretores da Rede Amazônica, no Studio 5 em Manaus, ouvir uma pequena palestra sobre a BR-319, proferida pelo tenente-coronel aposentado, engenheiro Lauro Pastor, que fez uma grave denúncia sobre o real abandono da rodovia.
Segundo o coronel, a estrada “foi assassinada”. “Houve uma empresa contratada para conservação, mas a estrada foi destruída propositalmente. Cortes ‘cirúrgicos’ foram feitos sem finalidade alguma, a não ser destruir a estrada”, contou. O militar conhece bem a região e trabalhou na estrada em 1976 e também deixou claro sobre a necessidade do controle de veículos pesados na rodovia.
IMPACTOS
Durante a caravana dos jornalistas, os profissionais puderam acompanhar todos os trechos críticos e os bem conservados da BR-319. A devastação tão propalada e base para as denúncias que servem para embargar as obras não existe. “Toda a mata revirada na marginal da estrada possui duas causas: o avanço da floresta sobre o traçado original da rodovia, que precisou ser retirada, e a utilização de madeiras para a própria reconstrução e manutenção das pontes”, apontou o presidente da Associação dos Amigos e Defensores da BR-319, André Marsílio, que participou da caravana dos jornalistas.
Fonte: Asfecom
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